26 outubro 2009

Liga Sagres SLBenfica_Nacional


In Abola

Benfica goleia Nacional (6-1) e é primeiro na liga

O Benfica impôs esta noite uma pesada goleada ao Nacional e subiu ao primeiro lugar da Liga, graças à melhor diferença de golos sobre o Sp. Braga.

A equipa de Jorge Jesus sabia à partida para este jogo que em caso de vitória atingiria o topo da classificação e a verdade é precisou de apenas 16 minutos para se colocar em vantagem.
Num jogo marcado pela lesão de César Peixoto durante o aquecimento, foi o seu substituto, Fábio Coentrão, quem abriu caminho para a vitória.

Na condução de um rápido ataque, Coentrão colocou, aos 16 minutos, a bola no pé de Cardozo, para o paraguaio marcar o primeiro golo da partida.
As águias soltaram-se e mostraram apetite pela baliza, mas seria o Nacional, através de Edgar Costa a marcar (28). 11 minutos depois, novamente Coentrão a brilhar, com cruzamento perfeito para a cabeça de Saviola, que aproveitou para fazer o 2-1.

A segunda parte começou praticamente com o terceiro golo do Benfica. Aos 48 minutos, Cardozo aproveitou uma grande penalidade «cavada» por Aimar para fazer o 3-1.

Em noite de festa, Saviola voltou a marcar aos 63, fazendo o quarto golo dos encarnados, após nova jogada em que Coentrão teve papel decisivo.

Nos últimos 10 minutos o Benfica marcou mais dois golos. Primeiro por Nuno Gomes, depois por Cardozo, de novo na conversão de uma grande penalidade.
O Benfica igualou o Sp. Braga na liderança, mas ocupa a primeira posição por ter 30 golos marcados contra cinco sofridos enquanto a equipa minhota tem 13 marcados e quatro sofridos.

Estádio da Luz
Árbitro: Vasco Santos

BENFICA - Quim; Maxi Pereira, Luisão, D. Luiz e Fábio Coentrão; Ramires, Javi Garcia, Pablo Aimar e Dí Maria; Saviola e Cardozo.

Golos: Cardozo (16, 48, g.p., 90+1, g.p.), Saviola (39, 63),Nuno Gomes(86)

Assistência ao Jogo: 47 011 Espectadores

25 outubro 2009

Crónica Semanal de Ricardo Araújo Pereira

In Abola

Jorge Jesus não tem mão na Equipa

Lamento muito, mas um adepto não deve apenas dizer bem. Sobretudo quando é fácil. Apesar do bom futebol, das vitórias, do imenso receio que o Benfica inspira aos adversários, da profunda satisfação que todos os benfiquistas sentem quando vêem a equipa jogar, nem tudo corre bem. Um treinador deve exercer um controlo perfeito sobre a equipa e Jorge Jesus, por muito que me custe admiti-lo, não consegue. São já várias as conferências de imprensa em que o treinador do Benfica lembra que a equipa não pode golear sempre. Os jogadores, num acto de indisciplina recorrente, e que mereceria castigo sério, continuam a desmenti-lo. Quando chegou ao Benfica, Jorge Jesus disse que os jogadores iriam jogar o dobro do que haviam jogado no ano passado. Neste momento, os jogadores jogam o quádruplo do que Jorge Jesus pensava que eles iam jogar. É muito feio faltar ao prometido.
As falsas expectativas que o treinador do Benfica lançou no início da época tiveram efeitos muito negativos até na minha vida pessoal. Quando soube que o Benfica jogaria o dobro do que havia jogado no ano passado fiquei contente, mas não demasiado. O Benfica não jogava assim tanto para que a perspectiva de passar a jogar apenas o dobro fosse especialmente apelativa. Por isso, cometi a imprudência de marcar compromissos profissionais para dias de jogo do Benfica. Não pude ver no estádio a goleada ao Everton e fui forçado a acompanhar a goleada ao Belenenses apenas na televisão. Tivesse Jorge Jesus sido rigoroso e eu teria metido licença sem vencimento até ao fim da época.
Muito embora o Benfica seja, neste momento, uma máquina de triturar equipas e fazer golos, muita gente adverte ainda para os perigos que podem resultar do entusiasmo dos benfiquistas. Pelos vistos, o entusiasmo benfiquista é perigoso. Quando as outras equipas perdem, o adversário joga melhor. Quando o Benfica perde, a culpa é do entusiasmo dos sócios. Não se percebe a razão pela qual os outros treinam: segundo esta curiosa teoria, basta entusiasmarem-nos o terceiro anel para estarmos em apuros. O mais interessante é que o mesmo entusiasmo, tão contraproducente, também é apontado como um factor que nos beneficia. Sportinguistas e portistas queixam-se de que a onda de entusiasmo contagia os jornais e empurra o Benfica, o treinador do Braga lamenta que o Benfica seja levado ao colo pela euforia dos seus próprios adeptos. Em Portugal, ser levado ao colo pelo entusiasmo dos adeptos é crime, ser levado ao colo pela arbitragem é dirigismo brilhante. O treinador do Braga, por exemplo, nunca se queixou disso. Calha sempre estar a olhar para o chão.

22 outubro 2009

Liga Europa _ SLBenfica - Everton


In Abola

Goleada das antigas (5-0) com magia de Dí Maria

O Benfica goleou o Everton (5-0) e subiu à liderança do grupo I da Liga Europa. Num jogo disputado a ritmo intenso, a águia foi mais eléctrica e contagiou os adeptos nas bancadas.

Depois da derrota na Grécia e frente ao líder do grupo o Benfica estava proibido de deslizar. E se não deslizou, fez ainda melhor: reduziu o Everton a cinzas, graças a uma exibição endiabrada de Dí Maria e ao grande acerto ofensivo de Saviola (dois golos) e de Óscar Cardozo (outros dois).

Jorge Jesus manteve a lógica de dar a titularidade nos jogos europeus ao guarda-redes brasileiro Júlio César e a verdade é que o ex-belenense não teve muito trabalho.

Permitindo que o jogo assumisse um ritmo à inglesa, o Benfica chegou à vantagem logo aos 13 minutos, através de Saviola, após um incrível cruzamento de Dí Maria.

Até ao intervalo o Everton ainda deu sinais de tentar mudar a sorte da partida, investindo num tipo de jogo que o favorecia: parada e resposta. Ainda assim, o resultado permaneceu inalterado.

À entrada para a segunda parte a águia voltou a abrir as asas. De novo Dí Maria em destaque. Aos 46 minutos, assistência do argentino para Cardozo que, na pequena área, só teve de empurrar a bola com o pé para o fundo da baliza.

No minuto seguinte foi a vez de Saviola, de novo pela esquerda, cruzar com conta, peso e medida, para a cabeça de Cardozo, de onde saiu o terceiro golo do Benfica.

Mantendo um ritmo rápido, o Benfica chegou ao quarto golo aos 51 minutos, desta vez através de cabeçada certeira de Luisão, na sequência de um pontapé de canto.

Em vantagem, com a liderança do grupo assegurada e ciente de que segunda-feira há jogo de campeonato, o Benfica manteve-se dominador, mas permitiu finalmente que a velocidade da partida fosse reduzida, mas nunca tirou os olhos da baliza. Só esta atitude, aliás, permitiu que Saviola fizesse ainda o quinto golo, após nova assistência de Dí Maria.

Vitória mais do que justa, grande exibição e resultado histórico para a equipa de Jorge Jesus. Eis o balanço de mais uma jornada europeia.

Árbitro: Nikolay Ivanov (Rússia)

BENFICA: Júlio César; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz e César Peixoto; Ramires, Javi Garcia, Aimar (Carlos Martins, 69) e Dí Maria; Cardozo (Fábio Coentrão, 77) e Saviola (Weldon, 84).

Suplentes: Quim, Maxi Pereira, Sidnei, Carlos Martins, Fábio Coentrão, Weldon e Nuno Gomes

Treinador: Jorge Jesus

Golos: Saviola (13, 84), Cardozo (46, 47), Luisão (52).

Assistência ao Jogo : 44.534 espectadores na Luz.

19 outubro 2009

À Lei da Bola _ Pedro Ribeiro

In Sapo Videos

A táctica do Batatal

Crónica Semanal do Ricardo Araújo Pereira

In Abola

A minha Pátria já está no Mundial

Bom, não estará completamente, mas para lá caminha. Não quero parecer demasiado optimista. É certo que faltam ainda uns dois jogos decisivos mas, em princípio, em breve fica tudo resolvido e a minha nação estará na África do Sul: Luisão e Ramires já se apuraram, Aimar e Di María (e, quem sabe, Saviola) também, Óscar Cardozo está igualmente qualificado, Quim, César Peixoto e Nuno Gomes podem estar quase, assim como Maxi Pereira, e o seleccionador de Javi Garcia já disse que o tem debaixo de olho. Vai ser um Mundial em cheio, talvez como o de 1990, em que também estivemos presentes. Decorria a fase de grupos quando o meu primo me telefonou: «Estás a ver o jogo do Benfica?» Claro que estava. Boa parte das pessoas chamava-lhe Brasil-Suécia, mas era o jogo do Benfica: Ricardo Gomes, Mozer, Valdo, Schwarz, Thern e Magnusson como titulares, e Glenn Stromberg ainda entrou, para dar ao jogo um cheirinho a velhas glórias. Foi um belo desafio dos meus compatriotas. Espero que o próximo Mundial me traga mais desses.
Talvez a maioria dos leitores não compreenda, mas sempre senti que o meu país é o Benfica. Sou português, claro, até porque o Benfica é português. Sou lisboeta, até porque o estádio da Luz fica em Lisboa. Mas a minha pátria é o Benfica. Sempre achei que pertencia mais ao país de Schwartz, Valdo e Filipovic do que ao de Fernando Couto, Jorge Costa e Sá Pinto. Os jogadores do Benfica são meus compatriotas; os da selecção nacional, nem sempre. Muito provavelmente, o leitor considerará que sou estranho, mas eu sinto-me muito mais compatriota de Ruben Amorim ou Fábio Coentrão do que de Liedson ou Pepe. É absurdo, eu sei, mas é assim.
Tenho estado a fazer uns tratamentos e aguardo resultados positivos em breve. Todos os dias, escrevo 10 vezes num caderno a frase «O Benfica não é obrigado a golear todos os jogos». E depois leio e finjo que acredito. Tudo isto serve para tentar moderar o entusiasmo, que é injustificado. O calendário tem sido favorável ao Benfica. Ainda não defrontou Porto, ou Sporting, o que já aconteceu com os outros. O Benfica limitou-se a dar três ao facílimo Paços de Ferreira (que empatou com o Porto) e dar quatro ao muito macio Belenenses (que empatou com o Sporting). Tudo jogos fáceis, claro. O avanço do Benfica não significa nada. Basta-me repetir esta frase um bom número de vezes e pode ser que passe a acreditar nisso. Os sportinguistas e portistas já conseguiram. Deve ser uma tarefa simples.

18 outubro 2009

Taça Portugal _ Monsanto - SLBenfica


In Abola

Águia goleia (6-0) Monsanto


O Benfica estreou-se na Taça de Portugal com uma goleada (6-0) sobre o Monsanto, em jogo da 3.ª eliminatória disputado este sábado em Torres Novas. Felipe Menezes, Carlos Martins (2), Saviola, César Peixoto e Fábio Coentrão apontaram os golos dos encarnados.

Primeira parte disputada a um ritmo baixo, permitindo ao Monsanto gerir as iniciativas ofensivas do Benfica que, por seu lado, não fez muita pressão para chegar à área do adversário. Ainda assim, Weldon desperdiçou, logo aos dois minutos, uma oportunidade – cabeceou ao lado após assistência de Fábio Coentrão – que podia ter dado outro rumo à partida.

Depois, foi o guarda-redes do Monsanto, René, a negar o golo a Weldon (18m) e Fábio Coentrão (19m) com duas boas intervenções. Dada a dificuldade em organizar o colectivo, foi através de uma jogada individual de Felipe Menezes que o Benfica conseguiu chegar ao golo. O médio brasileiro passou por vários jogadores no meio-campo adversário e chegou à entrada da área, onde desferiu um remate a meia-altura, com o pé esquerdo, para marcar o primeiro golo com a camisola do Benfica.

A melhor oportunidade do Monsanto aconteceu nos instantes finais da primeira parte através de um livre directo cobrado por Gutty, porém Moreira respondeu com uma grande defesa ao remate que levava selo de golo.

O Benfica entrou com outra atitude para o segundo tempo e não demorou a chegar ao 2-0. Foi logo aos 46 minutos por intermédio de Carlos Martins, a passe de Nuno Gomes. O médio português voltou a marcar aos 59 minutos, desta feita após assistência de Felipe Menenzes. Rúben Amorim (57m) também tentou a sorte de longe mas a bola saiu ligeiramente por cima da baliza de René.

O Monsanto ainda esboçou uma reacção por intermédio de Alex que, três minutos depois de entrar em campo, obrigou Moreira a defesa difícil para desviar o remate forte e rasteiro desferido de fora da área pelo jogador da equipa que milita na II Divisão B.

Com o jogo perfeitamente controlado, o Benfica acabou por marcar mais três golos nos últimos dez minutos da partida. Primeiro Saviola, de cabeça após um canto, depois César Peixoto, de livre directo, e, por fim, Fábio Coentrão, de cabeça, após assistência de Saviola.

Ficha de jogo:

Estádio Municipal Dr. Alves Vieira, em Torres Novas

Árbitro Paulo Costa (AF Porto)

BENFICA: Moreira; César Peixoto, David Luiz, Sidnei e Ruben Amorim; Javi Garcia, Fábio Coentrão, Felipe Menezes (Saviola, 62m) e Carlos Martins; Nuno Gomes (Mantorras, 68m) e Weldon (Miguel Vítor, 75m).

Suplentes: Quim, Maxi Pereira, Di María e Urreta.

Golos: 0-1, Felipe Menezes (29m); 0-2, Carlos Martins (46m); 0-3, Carlos Martins (59m); 0-4, Saviola (84m); 0-5, César Peixoto (88m); 0-6, Fábio Coentrão (90+1m).
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