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01 outubro 2011

Liga Zon _Sagres 11/12 SL Benfica 4 - Paços Ferreira 1


Benfica vence (4-1) Paços de Ferreira e isola-se na liderança

O Benfica venceu este sábado o Paços de Ferreira por 4-1, no Estádio da Luz, e assumiu à condição a liderança da Liga.

Quarto jogo para o campeonato na Luz, quarta vitória do Benfica. Desta vez, foi o castor a presa da águia.

Mesmo sem deslumbrar, construíram os encarnados vantagem de dois golos na primeira parte, ante um adversário que pouco fez para merecer sorte diferente. Saviola, aos 22 e 43 minutos, deu expressão ao domínio encarnado.

El conejo, em noite inspirada, poderia ter voltado a facturar no primeiro lance da etapa complementar. Cássio, com uma grande defesa, frustrou os intentos do argentino.

Não marcou o Benfica, marcou o Paços de Ferreira. Luisão cometeu falta sobre Luisinho no interior da área e levou Michel para a marca dos onze metros. O avançado brasileiro, que entrara para o lugar do lesionado William ainda na primeira metade, atirou para o fundo das redes e devolveu a esperança ao conjunto orientado por Luís Miguel.

O golo dos pacenses animou o jogo e lançou o Benfica para um vendaval ofensivo, construindo as águias várias ocasiões de perigo. Cássio, um gigante na baliza da equipa nortenha, só não defendeu o que não tinha defesa.

O Paços de Ferreira deu sinal de vida por Melgarejo, e provocou verdadeiro calafrio na Luz. Cabeceamento do paraguaio, que pertence aos quadros do Benfica, não resultou em golo por culpa de uma defesa de Artur por instinto.

Os mais de 33 mil adeptos que marcaram presença no anfiteatro encarnado terão respirado de alívio no minuto 65. Aimar bate um livre para o interior da área, Luisão surge sem marcação e cabeceia para o fundo das redes.

Dois minutos volvidos foi a vez de Nolito – recém-entrado em campo – ampliar a vantagem das águias, dando o melhor seguimento a uma tabelinha com Saviola. Golo do extremo espanhol selou o marcador.

Ao 14.º jogo entre Benfica e Paços de Ferreira no Estádio da Luz, somaram os encarnados o seu 13.º triunfo. Castores averbaram a quarta derrota consecutiva na Liga. 

In ABola

27 setembro 2011

Champions League Otelul Galati – SL Benfica, 0-1


Domínio claro na Roménia

O Sport Lisboa e Benfica venceu o Otelul Galati por 1-0, em jogo relativo à 2.ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões. No outro encontro do Grupo, o Basileia surpreendeu o Manchester United com um empate a três. Segue-se o desafio com os suíços em St. Jakob-Park.

O técnico Jorge Jesus voltou ao esquema de dois avançados para este jogo, sendo Óscar Cardozo o elemento mais adiantado da formação da Luz, com Saviola a jogar mais solto nas costas do paraguaio. Witsel e Javi García ocuparam a zona central do meio-campo, enquanto Bruno César e Gaitán ficaram responsáveis pelos flancos. Na defesa tudo igual, com Maxi, Luisão, Garay e Emerson. As redes foram defendidas por Artur Moraes.

Os primeiros dez minutos do encontro apresentaram duas equipas a estudarem-se mutuamente, embora pertencesse ao Benfica um maior ascendente ofensivo. O Otelul não escondia algumas dificuldades em sair a jogar com a bola controlada. O primeiro lance de perigo surgiu, naturalmente, a favor dos “encarnados”, na sequência de um canto batido por Bruno César. Luisão ganhou no ar aos defesas adversários e a bola sobrou para Witsel, que atirou com força para corte “in extremis” de um jogador romeno.

À passagem da meia hora, Maxi Pereira colocou o esférico na área através de um lançamento lateral, a defesa não afastou na perfeição e, na ressaca, Bruno César atirou com perigo ao lado. Os avisos iam-se sucedendo e aos 40 minutos surgiu o golo inaugural. Nico Gaitán voltou a fazer das suas e descobriu Bruno César a aparecer na zona central. Com o pé esquerdo abriu com classe pelo ar, oferecendo ao brasileiro a oportunidade de se isolar. O peito matou a bola e à saída do guardião Grahovac, o pé direito surpresa fez abanar as redes contrárias.

Ao intervalo a vantagem era justa e até pecava por escassa, tal foi o domínio benfiquista durante os primeiros 45 minutos. Para a etapa complementar antevia-se um possível avanço do Otelul no campo, abrindo mais espaços para o Clube da Luz explanar o seu ataque.

Os jogadores às ordens de Jorge Jesus entraram com tudo na segunda parte mas, curiosamente, foi o Otelul a rematar primeiro. Filip (60’) atirou com força à figura de Artur, com o brasileiro a responder à altura. Volvidos cinco minutos, Bruno César quase bisou, depois de Cardozo lhe dar a bola de calcanhar a cerca de 25 metros da baliza. O extremo avançou e rematou colocado para excelente intervenção de Grahovac.

Aos 72 minutos, Maxi Pereira apareceu solto na ala direita e apostou no remate potente que, apesar de ter saído por cima, gelou os adeptos romenos que marcaram presença no Arena National, em Bucareste. Passados oito minutos e na mesma posição, Maxi decidiu centrar o esférico para Cardozo, que cabeceou à figura de Grahovac.

Já perto do apito final, houve duas oportunidades para cada lado. Primeiro foi o Otelul que obrigou Artur a defesa apertada e de seguida Rodrigo (que rendeu Gaitán) rematou de longe com muito perigo.

No final do encontro, os três pontos eram justíssimos e muito importantes, uma vez que em Old Trafford houve surpresa com o empate a três bolas entre Basileia e Manchester United.

Segue-se a visita ao adversário helvético no dia 18 de Outubro, uma partida que em caso de vitória “encarnada” pode significar um passo de gigante em direcção aos oitavos-de-final.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Garay, Emerson, Javi García, Witsel, Bruno César (Ruben Amorim 81’), Gaitán (Rodrigo 76’), Saviola (Nolito 62’) e Cardozo.

Texto: Frederico da Costa Branco 

18 setembro 2011

Liga Zon _Sagres 11/12 SL Benfica 4 - Académica 1


Mais uma vitória do futebol espectáculo


O Sport Lisboa e Benfica recebeu e venceu, este domingo a Académica, por 4-1, numa partida referente à 5.ª jornada da Liga portuguesa. Depois da boa exibição frente ao Manchester United para a Liga dos Campeões, a equipa orientada por Jorge Jesus voltou a explanar todo o seu bom futebol, marcando por intermédio de Bruno César, Nolito (duas vezes) e Aimar.

A recepção à Académica ficou marcada por algumas novidades no onze inicial, nomeadamente na zona do meio-campo. Matic apareceu no lugar habitualmente ocupado por Javi García, enquanto Ruben Amorim e Gaitán foram preteridos nas alas por Bruno César e Nolito. Na zona mais avançada, Saviola regressou à titularidade da formação benfiquista, ficando Pablo Aimar no banco de suplentes.

Depois de um jogo de grande intensidade frente ao Manchester United na última quarta-feira, o Benfica recebeu a Académica com o intuito de somar mais uma vitória e aproveitar, assim, o empate do rival FC Porto nesta ronda.

Mudaram os protagonistas, no entanto, o futebol do Benfica não sofreu qualquer decréscimo de qualidade, continuando a encantar aqueles que seguem a par e passo a caminhada dos pupilos orientados por Jorge Jesus. Foi, então, uma primeira parte de enorme qualidade futebolística, com excelentes recortes técnicos e golos de levantar o adepto mais friorento do seu lugar no Estádio.

Bruno César, um dos elementos em foco durante a primeira parte, começou por fazer um passe muito bem direccionado para Cardozo, contudo, o paraguaio não conseguiu dar o melhor seguimento ao esférico (10’). Aos 24 minutos, foi a vez de Emerson entrar pelo lado esquerdo do ataque e fazer um excelente cruzamento para o interior da área, onde apareceu Saviola a rematar para uma excelente intervenção do guarda-redes Peiser.

O mais que merecido golo do Benfica surgiu um minuto depois e após um excelente trabalho individual de Bruno César. Sem abrandar o ritmo da partida, a formação da Luz esteve perto do 2-0 num lance de Saviola (36’).

O Benfica não marcou e viu o adversário aproveitou uma jogada fortuita para chegar à igualdade. Danilo foi o autor do tento (39’). A resposta não se fez esperar e a justiça mínima no marcador – a vantagem podia ser muito mais ampla – chegou por intermédio de Nolito (41’).

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro, confirmando toda a superioridade benfiquista. Aimar, aos 82 minutos, acabou com as eventuais dúvidas sobre o vencedor do desafio, sendo que Nolito fechou as contas já em período de descontos.

Foi mais uma vitória justa do Benfica e que coloca a equipa no topo da tabela classificativa. 

O Benfica apresentou a seguinte equipa: Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson, Matic, Witsel, Bruno César (Aimar, 70’) e Nolito; Saviola (Gaitán, 70’) e Cardozo (Rodrigo, 84’).

Texto: Rui Manuel Mendes

30 agosto 2011

Liga Zon _Sagres 11/12 Nacional - SL Benfica, 0-2


Justiça na Choupana

O Sport Lisboa e Benfica venceu o Nacional da Madeira, por 0-2, com uma exibição bem conseguida. Neste encontro da 3.ª jornada, Cardozo abriu o marcador de cabeça e Bruno César recuperou a bola antes do meio-campo e sentenciou o jogo.

Esta partida da 3.ª jornada da Liga portuguesa começou muito disputada a meio-campo, o que não surpreendeu Jorge Jesus, que já à espera desta situação, voltou a lançar Witsel em detrimento de um segundo avançado. A única alteração em relação ao onze que venceu o Twente, aconteceu no centro da defesa, com a saída por lesão de Garay e a entrada do brasileiro Jardel.

Com a bola a estar maioritariamente no centro do terreno, a primeira oportunidade acabou por pertencer ao Nacional. Mateus (6’) apareceu solto na direita e rematou rasteiro para intervenção atenta de Artur com os pés. Com o evoluir do cronómetro, o protagonista começou a ser o nevoeiro, que teimou em “estragar” o espectáculo, levando inclusivamente o árbitro Artur Soares Dias a interromper a partida.

Quando o esférico voltou a rolar na Choupana, o Benfica marcou. Com 21 minutos decorridos, Nico Gaitán recebeu no flanco direito e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Cardozo, que depois de se antecipar ao marcador directo, rematou como mandam as regras, de cima para baixo. Estava inaugurado o marcador.

A formação insular não apresentava grande resposta e, quando o fazia, a defesa “encarnada” estava atenta, como foi o caso de Jardel (24’), que tirou “o pão da boca” a Rondón na pequena área. A visibilidade também não era a melhor e o encontro voltou a ser interrompido.

O último lance de perigo do primeiro tempo voltou a pertencer à equipa de Jorge Jesus, com Cardozo a aplicar um grande pontapé e a obrigar Elisson a defesa apertada. Ao intervalo, o maior desejo era que o nevoeiro desistisse de marcar presença.

Felizmente, a etapa complementar iniciou-se com céu limpo e o encontro não voltou a ser interrompido. O Nacional entrou mais pressionante por estar em desvantagem, mas nunca levou real perigo às redes de Artur. Os “encarnados” foram tomando conta da posse de bola e controlo do jogo foi aumentando. Aos 61 minutos, João Aurélio foi bem expulso com um duplo cartão amarelo, depois de empurrar Bruno César pelas costas. Volvidos dois minutos, Gaitán apostou na jogada individual, e rematou muito perto do poste madeirense.

Aos 66 minutos, o juiz Artur Soares Dias perdoou uma expulsão claríssima a Filipe Lopes, que agrediu Axel Witsel com uma cotovelada grotesca. Na sequência da falta, Aimar quase marcou de livre. Só dava Benfica e a vinte minutos do fim, Luisão voltou a levar muito perigo com uma cabeçada poderosa, para defesa de Elisson.

As jogadas de ataque eram muitas e bonitas e adivinhava-se o segundo tento. Quando já passavam três minutos dos 90, Bruno César “partiu a loiça”. O brasileiro correu cerca de 70 metros e depois de ultrapassar o último elemento do Nacional, finalizou com categoria e selou os três pontos.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García, Nico Gaitán (Ruben Amorim 90’), Nolito (Bruno César 45’), Witsel, Aimar (Enzo Peréz 78’) e Cardozo.

Texto: Frederico da Costa Branco 

27 julho 2011

SL Benfica 2 – Trabzonspor 0



Nolito desata nó turco

O Sport Lisboa e Benfica recebeu o Trabzonspor para a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões e cumpriu com uma vitória por 2-0. Os golos só apareceram na segunda parte, num encontro que ficou marcado pela atitude ultra-defensiva dos turcos. Segue-se a viagem a Istambul.

O Estádio da Luz assistiu a um início de encontro muito agitado, com o Benfica a assumir as despesas do jogo, uma vez que a táctica dos turcos não era muito difícil de analisar. Aos três minutos surgiram duas grandes oportunidades para a formação de Jorge Jesus. Primeiro foi Saviola a aproveitar um alívio infeliz do guardião Zengin, que se redimiu com categoria, através de uma defesa quase impossível a uma tentativa de chapéu de Gaitán.

Na sequência do pontapé de canto, Aimar levantou para o primeiro poste, onde Luisão desviou para o “sítio do costume” de Saviola nestes lances de bola parada. O argentino acabou por chegar ligeiramente atrasado, fazendo abanar as redes laterais do Trabzonspor.

A equipa treinada por Senol Günes assustou-se e ainda se retraiu mais, aproveitando todos os momentos para praticar um anti-jogo, infelizmente, bem conseguido na primeira parte, além de alguns lances de teatro dignos de um Tony Award. Para a segunda parte esperava-se uma atitude mais positiva por parte dos turcos.

A etapa complementar até começou com dois contra-ataques adversários, mas foram sempre apanhados em fora-de-jogo, devido ao bom entrosamento dos defesas centrais Luisão e Garay, que se estrearam juntos. A muralha defensiva continuava a dificultar a vida ao ataque “encarnado” que ia apostando em remates de longe, como foi o caso de Aimar, que aos 57 minutos atirou por cima da barra.

A pressão acentuava-se e o golo inaugural era quase uma certeza e só não o foi aos 66 minutos, porque Saviola tirou tinta ao poste da baliza de Zengin. Volvidos quatro minutos, Nolito conseguiu, finalmente, inaugurar o marcador. O espanhol apostou na velocidade, tabelou com Aimar e finalizou com estilo, levando os mais de 37 mil adeptos do Benfica ao rubro.

Poucos segundos depois de se reiniciar a partida, o árbitro Stephan Studer da Suíça não viu um Penálti claríssimo de Balci, que cortou a bola com a mão, quando Nolito se preparava para fazer o segundo tento. O único lance de ataque digno de registo do Trabzonspor aconteceu ao 77 minutos, quando Yilmaz rematou para intervenção segura de Artur Moraes.

A margem mínima não era suficientemente satisfatória, por isso, Gaitán abriu o livro! Witsel ofereceu o esférico ao argentino, que depois de a receber com categoria, aplicou-lhe um pontapé mágico, que só parou no ângulo. Mais um momento memorável de Nico Gaitán, que será certamente recordado por muitos anos.

O 2-0 abre boas perspectivas para a segunda mão que se vai realizar no próximo dia 3 de Agosto, no Estádio Atatürk Olimpiyat, em Istambul, uma vez que obriga os turcos a terem outra atitude em campo e a abrir mais espaços no sector mais recuado.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Artur, Emerson, Luisão, Garay, Ruben Amorim (Maxi Pereira 64’), Javi García, Enzo Pérez (Nolito 53’), Nico Gaitán, Pablo Aimar (Witsel 74’), Saviola e Cardozo.

Texto: Frederico da Costa Branco 

In  SLBenfica
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