abril 27, 2014

FC Porto – SLBenfica, 0-0 (3-4, gp): Final da Taça da Liga garantida


Meia-final da prova

O estádio do Dragão recebeu, este domingo, a meia-final da Taça da Liga. Depois de um nulo ao fim dos 90 minutos regulamentares, a partida seguiu para a marca das grandes penalidades, o Benfica foi mais forte e venceu por 3-4.

Mesmo a entrar de início com vários futebolistas que habitualmente não são titulares, o Benfica entrou personalizado no estádio do Dragão, a jogar no campo todo, a trocar a bola e a pressionar alto. Não obstante, os primeiros dez minutos viu os remates de Lima e de Jackson Martínez passarem perto das balizas.

Após excelentes indicações do Benfica nos primeiros minutos, o FC Porto subiu as linhas, pressionou mais e esteve perto de marcar por intermédio de Jackson Martínez aos 21’ e aos 25 minutos, sendo que no último remate Oblak fez uma excelente mancha.

Aos 32 minutos, o árbitro Marco Ferreira decidiu ser protagonista. Jackson Martínez passou por Steven Vitória e foi derrubado à entrada da área. Aceitava-se o cartão amarelo, dado que havia vários jogadores no enfiamento da jogada, mas o jiuz mostrou o cartão vermelho. Contudo, três minutos depois, Alex Sandro colocou a mão à bola, mas, aí, Marco Ferreira nem cartão mostrou.

Curiosamente, com dez jogadores, o Benfica subiu no terreno, ganhou mais segundas bolas e equilibrou a contenda que chegou aos 45 minutos com um nulo. Na segunda parte, e apesar de jogar com menos um na casa de um rival, o Benfica esteve muito maduro no relvado, sem dar espaços ao adversário que tornou o seu futebol previsível.

Os da Luz não deixaram, contudo, de tentar sair a jogar em transições rápidas que colocavam a defesa dos “azuis-e-brancos” em sentido. Com uma exibição inteligente a vários níveis e sem mácula, o Benfica aguentou o nulo até ao fim dos 90 minutos, levando o jogo para a marca das grandes penalidades.

Grandes penalidades SL Benfica: Siqueira – golo, Garay – falhou, Jardel – golo, André Gomes – falhou, Enzo Perez – golo, Ivan Cavaleiro – golo.

Grandes penalidades FC Porto: Quintero – golo, Jackson Martínez – falhou, Ghilas – golo, Maicon – falhou, Varela – golo, Fernando – falhou.

Desta forma, o Benfica garantiu a presença na final que será disputada em Leiria no dia 7 de Maio.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Oblak; André Almeida, Jardel, Steven Vitória, Siqueira; Ruben Amorim (Enzo Perez, 78’), André Gomes, Ivan Cavaleiro, Sulejmani; Lima (Garay, 36’) e Cardozo (Markovic, 63’).

Texto: Marco Rebelo


abril 25, 2014

SL Benfica – Juventus, 2-1: Confirmar Turim, na desejada Turim!


Liga Europa

Mais uma quinta-feira europeia, mais uma noite de emoção e entusiasmo na Catedral do Futebol Português. Sport Lisboa e Benfica e Juventus encontraram-se na 1.ª mão das meias-finais da Liga Europa, com o Glorioso a vencer, por 2-1. Garay e Lima fizeram os golos de uma vantagem que pode ser crucial para a decisão da eliminatória.

A romaria, como tem sido habitual, começou cedo (apesar de ser um dia de semana e do tempo frio e ventoso na capital) e o Estádio da Luz vestiu-se com perto de 60 mil adeptos nas bancadas em apoio ao Glorioso.

Em jogo, nada mais nada menos que a 1.ª mão das meias-finais da Liga Europa, com o Sport Lisboa e Benfica a receber a Velha Senhora de Itália, a Juventus.

Com mais uma Final à vista, o Campeão Nacional entrou com tudo – repita-se, mesmo com tudo! – e não podia ter sonhado um começo melhor.

Dois minutos decorridos, canto na esquerda, Sulejmani cruza e, no coração da área, surge o “goleador” Garay que, nas alturas, não deu hipóteses a Buffon. Estava feito o primeiro golo, o Benfica entrava na partida a vencer, e primeira grande explosão de alegria na Catedral.

Em vantagem, e a jogar como tanto gosta, o Benfica partiu para cima do adversário, adversário esse completamente surpreendido e assoberbado pela pressão e qualidade do futebol “encarnado”.

Só em cima da meia hora, e através de contra-ataques extemporâneos, a Juventus pareceu acordar, com Tévez, o mais inconformado neste período, contudo, sem consequências de maior.

Ao intervalo, 1-0 para o Benfica, com o Glorioso a ser sempre mais perigoso, a ter mais oportunidade… a ser mais equipa!

Manter o foco nas Finais

Reatar e desafio mais equilibrado, com as duas equipas a olharem-se nos olhos. Aos 55’, nota para uma grande defesa de Artur, a cabeceamento de Pogba.

No mesmo minuto lance polémico na Catedral: grande penalidade, sem sombra para qualquer dúvida, sobre Enzo Perez. O árbitro não marcou… porque não quis marcar!

A precisar de povoar o meio-campo, face ao atrevimento dos italianos e ao desgaste dos seus pupilos, Jorge Jesus colocou André Almeida no terreno, em detrimento de Sulejmani; para refrescar o ataque, entrou Lima para o lugar de Cardozo.

As alterações não surtiram o efeito desejado e com a Juventus a crescer o golo acabou por surgir: minuto 72 e Tévez fez o empate a uma bola.

O Benfica foi buscar forças à camisola que veste e Lima, com um remate poderosíssimo, faz o 2-1 e coloca o Glorioso novamente em vantagem.

Até final, destaque para um par de preciosas intervenções de Artur a fechar todos os caminhos para a sua baliza.

Nota para uma Arbitragem má, muito má, sem critério ou identidade, no fundo, sem qualidade, e em claro prejuízo do Benfica.

Dentro de uma semana, na próxima quinta-feira, dia 1 de Maio, o Sport Lisboa e Benfica viaja até Turim, onde vai disputar a 2.ª mão destas meias-finais. Está tudo em aberto e há ainda 90 minutos para disputar.

Entretanto, já no Domingo, pelas 18h15, o chip muda, com o Glorioso a deslocar-se até ao Estádio do Dragão, onde, em partida a contar para as meias-finais da Taça da Liga, irá defrontar o FC Porto.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze inicial: Artur Moraes; Maxi Pereira, Garay, Luisão e Siqueira; André Gomes (Ivan Cavaleiro, 82’), Enzo Perez, Sulejmani (André Almeida, 60’) e Markovic; Cardozo (Lima, 62’) e Rodrigo.

Texto: Sónia Antunes
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

abril 21, 2014

SL Benfica – Olhanense, 2-0: Obrigado, querido Benfica!


Glorioso sagra-se Campeão Nacional

O Sport Lisboa e Benfica é Campeão Nacional! Neste Domingo de Páscoa, o Glorioso recebeu e venceu a formação de Olhanenses, por 2-0, com Lima a apontar os golos da partida. Com este resultado, e quando ainda faltam duas jornadas para o fecho do Nacional, o Sport Lisboa e Benfica conquista o 33.º título do seu palmarés… Obrigado, querido Benfica!

A romaria começou bem cedo rumo ao Estádio da Luz! Foram aos milhares os que se deslocaram à Catedral do Futebol Português imprimindo uma vibração e emoção ímpares a este Domingo de Páscoa.

65 mil nas bancadas, milhões de corações por esse Mundo fora em uníssono… o vermelho dominava em todos os quadrantes, dentro e fora das quatro linhas.

A precisar de vencer para se sagrar já hoje Campeão Nacional, o Sport Lisboa e Benfica entrou com tudo na partida. Nos primeiros dez minutos construíram-se quatro claras oportunidades de golo, no entanto, a ansiedade em fazer bem e depressa não permitiram os festejos do desejado golo.

Com os “encarnados” completamente balanceados no ataque, do outro lado a formação algarvia ia espreitando rápidos contra-ataques e, num bom par de ocasiões, o perigo rondou a baliza à guarda de Oblak colocando em franja os nervos da Luz.

Depois do ímpeto inicial, e dos avisos do outro lado da barricada, o Benfica estabilizou e partiu para cima do adversário, agora em ataque mais organizado, privilegiando as alas, e a táctica a impor-se ao coração.

A formação algarvia manteve a postura, uma teia montada de forma inteligente e que ia pouco a pouco conseguindo enervar as intenções benfiquistas. Ao intervalo, o nulo mantinha-se teimosamente.

Lima colocou a Catedral em delírio

Com o nulo a não servir as inspirações “encarnadas”, o Benfica entrou na segunda metade tal como na primeira, com tudo! André Almeida deu o mote logo no reatar; aos 53’, Lima tirou as medidas à baliza de Belec… para o que se seguiria!

Minuto 56’, grande jogada de entendimento colectivo, Gaitán remata forte, o guardião adversário defende para a frente, e eis que surge Lima a fazer o 1-0 e a colocar em delírio as bancadas da Catedral.

Ainda se festejava o tento inaugural na Luz e Lima repetiu a dose… Corrida desenfreada pela ala, frente a frente com Belec… e golo do Benfica! 2-0, explosão de emoção na Luz!

Se até então só dava Benfica, em vantagem e como tanto gosta, o Glorioso passou a dominar por completo, com o futebol espectáculo a tomar conta do espectacular relvado da Catedral.

Até final, tudo de pé na Catedral, emoções ao rubro, Benfica, Benfica, Benfica, com os corações benfiquistas por esse Mundo fora cheios, transbordantes de alegria!

Nota ainda para uma grande penalidade por assinalar sobre Rodrigo, aos 69’, que Carlos Xistra deixou passar em claro.

Na próxima quinta-feira o chip muda, com o Glorioso a regressar às contas da Liga Europa. A Catedral recebe a 1.ª mão das meias-finais da prova, com Benfica e Juventus a terem encontro marcado para as 20h05.

Domingo, dia 27, nova meia-final, desta feita para Taça da Liga, com o Benfica a deslocar-se ao Estádio do Dragão para defrontar o FC Porto; as contas do Campeonato Nacional só regressam no fim-de-semana seguinte, com a 29.ª jornada da prova a ter lugar no Estádio da Luz e a colocar frente-a-frente Benfica e Vitória de Setúbal.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze inicial: Oblak; Maxi Pereira, Garay, Luisão e André Almeida; Enzo Perez, André Gomes, Salvio (Markovic, 45’) e Gaitán (Djuric, 75’); Rodrigo (Cardozo, 83’) e Lima.

Texto: Sónia Antunes
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica


abril 17, 2014

Benfica – FC Porto, 3-1: Jamor chegou com antologia sublime


2.ª mão da meia-final da Taça

A equipa de Futebol do Sport Lisboa e Benfica garantiu a presença na Final da Taça de Portugal após vencer, esta quarta-feira, no Estádio da Luz, o FC Porto por 3-1, com uma exibição de gala e golos do outro Mundo.

A perder ao “intervalo”, a equipa da casa entrou sóbrio, com personalidade e a mostrar que acreditava na reviravolta na eliminatória que a levaria no caminho até ao Jamor. Com o jogo vivo, o primeiro lance de algum perigo foi protagonizado por Salvio aos três minutos após cruzamento de Rodrigo.

A explodir pelos flancos, o FC Porto remetia-se à defesa percebendo que teria sérias dificuldades para travar o maior ímpeto ofensivo das “águias” e assim se comprovou aos 16’. Gaitán cruzou com peso e medida para o golo de Salvio. Primeiro grande momento de alegria nas bancadas da Luz.

Com a eliminatória empatada e com o jogo dominado, o futuro era risonho para os lados do Benfica, mas o protagonista do costume apareceu. Aos 26’, Siqueira ganhou sem falta um lance em disputa. O árbitro, Pedro Proença, assinalou mal a falta e ainda fez pior ao mostrar o cartão amarelo ao brasileiro. Três minutos volvidos, o grito de revolta dos adeptos, pois Pedro Proença, por indicação do 4.º árbitro, deu ordem de expulsão ao camisola 16, por uma falta (esta sim) merecedora de cartão, mas que deveria ter sido amarelo.

Jogo estragado uma vez mais pelo homem a quem todos entregam o título de “melhor árbitro do Mundo”. A partir desse momento, o Benfica recuou as linhas, apostou no contra-ataque, mas o rival apesar de ter maior posse de bola não conseguiu levar perigo para a baliza de Artur até ao intervalo.

Na etapa complementar muita maturidade dos da Luz. Com menos um ante um rival, o Benfica entrou melhor, mas contra a corrente de jogo, Silvestre Varela empatou o jogo com um remate cruzado (52’). Os da casa não sentiram o golo e com uma triangulação quase perfeita entre Enzo Perez, Gaitán e Rodrigo com este último a estar muito perto do golo quando o relógio assinalava o minuto 56.

Sentia-se que o Benfica estava melhor e um minuto depois, Salvio irrompeu pela direita e sofreu falta de Reyes dentro da grande área. Chamado a marcar, Enzo Perez não deu hipóteses a Fabiano e fez o 2-1 (60’).

Com 2-1 no “placard” da Catedral, o jogo foi disputado a meio-campo com ambas as equipas a estudarem-se até que aos 79 minutos, André Gomes fez um golo do outro Mundo e levou o Inferno à explosão.

O Jamor ficava ali tão perto… e mais perto ficou com a expulsão de Ricardo Quaresma aos 88 minutos.

Uma vitória incontestável da melhor equipa em campo e que mais por merecer estar no jogo decisivo.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Artur Moraes; Maxi Pereira, Garay, Jardel, Siqueira; André Gomes, Enzo Perez, Gaitán (Markovic, 90’+6), Salvio; Cardozo (André Almeida, 35’) e Rodrigo (Lima, 66’).

Texto: Marco Rebelo
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica


abril 15, 2014

Jorge Jesus: “A massa associativa do Benfica é ímpar”


Em conferência de imprensa

Jorge Jesus não esquece o apoio dos adeptos. O técnico do Benfica agradeceu todo o apoio que a massa associativa e garante que é uma motivação fundamental para a confiança da equipa.

“O Benfica e os adeptos estão sempre a surpreender. A massa associativa é ímpar e somos surpreendidos. Ao vermos tantos adeptos em Aveiro percebemos que a emoção começava logo ali e isto mostra o carinho para com a equipa. Dá-nos muita confiança e tranquilidade para enfrentar os jogos. Foi uma jornada de identidade”, disse à Benfica TV.

O treinador fez questão ainda de deixar uma palavra aos Juniores do Benfica, que deixaram a sua marca na primeira edição da UEFA Youth League. “Ninguém pode ignorar o trajecto destes miúdos na competição. Temos de estar agradecidos. Os Juniores projectaram o Benfica em termos internacionais, eliminaram boas equipas e provaram que o Clube está no caminho certo. Na Final só pode ganhar um e todos os jogos são para ganhar e não só as finais. Estiveram muito bem e ninguém lhes pode tirar o mérito”, concluiu.

O Benfica – FC Porto está agendado para as 20h45 desta quarta-feira, 16 de Abril, no Estádio da Luz.

Texto: MR e FG
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

abril 13, 2014

FC Arouca – SL Benfica, 0-2: Raça, Crer e Ambição…


Campeonato Nacional

O Sport Lisboa e Benfica deslocou-se nesta tarde de domingo ao Estádio Municipal de Aveiro, onde disputou, frente ao FC Arouca, a 27.ª jornada do Campeonato Nacional. Rodrigo e Gaitán marcaram os golos de uma tarde de futebol espectáculo. Faltam três jornadas, estão nove pontos em disputa, o Benfica precisa de três para se sagrar Campeão Nacional pela 33.ª vez na sua História.

Manhã sombria, de nevoeiro; tarde solarenga, alegre, e de enorme calor benfiquista no Estádio Municipal de Aveiro, “à pinha”, para receber o Glorioso, numa das maiores enchentes de que há registo no recinto. A “onda vermelha” não brinca em serviço e sabe bem da importância do momento…

Frente a uma equipa à procura de pontos para conseguir manter-se no convívio dos Primodivisionários do Futebol Português, Jorge Jesus não contou com algumas das peças mais habituais do seu xadrez, no entanto, a equipa não se desequilibrou, pelo contrário, todas as peças mostraram que estão aptas para dar o seu contributo em prol do grupo.

Do outro lado da barricada, Pedro Emanuel montou uma equipa à sua imagem enquanto atleta, raçuda e a disputar todos os lances no limite. E a primeira parte espelhou precisamente isso: muita luta, muita garra, numa partida disputadíssima e com lances de alguma emoção… para ambos os lados.

O primeiro sinal veio dos “encarnados”, com Rodrigo, logo aos 5’, a testar os reflexos de Cássio. A resposta não tardou e, dois minutos volvidos, é Bruno Amaro, na conversão de um livre directo, a colocar Oblak em sentido.

Aos 22’ é a vez de Maxi Pereira subir bem na ala, flectir para zonas mais internas, e desferir um remate fortíssimo e colocado para a primeira grande defesa de Cássio. Partida equilibrada com a bola a rondar as duas balizas e é a passagem da meia hora que surge a mais flagrante oportunidade de golo para as Águias. Ressalto na pequena área, o esférico sobra para Lima que, isolado, permite ao guardião aveirense encher a baliza e defender; na recarga, Rodrigo dispara para fora.

Apesar do Benfica começar a mandar na partida, o Arouca não se encolheu, bem pelo contrário e, na resposta, teve perto, muito perto de provocar um calafrio nos cerca de 25 mil benfiquistas nas bancadas e nos milhões que acompanhavam a partida.

38 Minutos, Oblak lê mal o lance, Bruno Amaro, de pronto, remata para a baliza deserta, mas eis que surge um Super Maxi Pereira, a fazer um corte in extremis e a salvar as redes benfiquistas.



Delírio no Municipal de Aveiro

Quando já se aguardava pelo intervalo, em período do compensação, Rodrigo surge liberto no coração da área e, com frieza e raça, remata para fazer o primeiro golo da tarde e colocar o Benfica em vantagem. Um golo que colocou em delírio os benfiquistas e com uma dedicatória muito especial ao lesionado Sílvio.

No reatar, mais Benfica… e que Benfica! Ultrapassada a pressão inicial de marcar, surgiu então o futebol espectáculo, com os jogadores a mostrarem o que é vestir esta camisola e a rubricarem exibições merecedora de nota artística elevada.

Aos 54’, segundo golo da noite…. Markovic tira três do caminho e Gaitán conclui mais uma obra-prima: que golaço!

Até final, Benfica, Benfica, Benfica! Resultado lisonjeiro para o Arouca. Faltam três pontos…

Na próxima quarta-feira o chip muda, com outra importante frente a surgir. O Benfica recebe, no Estádio da Luz, o FC Porto, em partida relativa à 2.ª mão da Taça de Portugal. Rumo ao Jamor, é necessário dar a volta a uma eliminatória na qual os “encarnados” estão em desvantagem por um golo.

De regresso às emoções do Campeonato Nacional, o Estádio da Luz será, no próximo dia 20 de Abril, Domingo de Páscoa, o centro das atenções da Nação Benfica. Naquele que poderá ser o jogo do título, o Benfica recebe, pelas 18 horas, a formação do Olhanense. Todos à Catedral!

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze inicial: Oblak (Artur Moraes, 69’); Maxi Pereira, Jardel, Garay e Siqueira; André Almeida, Enzo Perez, Markovic (Cardozo, 80’) e Gaitán; Lima e Rodrigo (Salvio, 74’).

Texto: Sónia Antunes
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica


abril 11, 2014

Benfica – AZ Alkmaar, 2-0: As meias-finais ficam-vos tão bem!


2.ª mão dos quartos-de-final

O Estádio da Luz engalanou-se para receber mais uma noite europeia. À medida que a hora de jogo se aproximava, o corrupio de pessoas aumentou, visão típica de dia de jogo na Catedral. Equipados a rigor, os benfiquistas responderam “presente!”, deram um colorido bonito a umas bancadas bem compostas.

Tal dedicação não saiu defraudada, pois a superioridade benfiquista viu-se no relvado e no marcador, com um triunfo por 2-0, com golos de Rodrigo.

O Clube da casa começou a um bom ritmo e a explanar o seu futebol mais perto da área holandesa. À passagem do minuto oito, André Gomes “inventou” uma boa jogada individual, deixou para Cardozo que rematou de primeira, num misto de força e técnica, mas uma estirada de Esteban evitou o primeiro do jogo.

Com o decorrer dos minutos, o AZ Alkmaar equilibrou as contas no relvado, tentou levar perigo à baliza de Artur, mas de forma improfícua. Com espaço, os comandados por Jorge Jesus eram extremamente perigosos, como atentou o minuto 32. Triangulação entre Siqueira e Rodrigo, com o hispano-brasileiro a centrar para Cardozo, mas o remate do paraguaio voltou a esbarrar em Esteban.

Cheirava a golo na Luz e foi isso mesmo que aconteceu aos 39 minutos. Salvio arrancou um “slalom” pela direita, deixou três adversários pelo caminho num pleno de velocidade e técnica, assistiu Rodrigo com peso e medida para a primeira explosão de alegria nas bancadas da Catedral.

Animado pelo golo, o Benfica aumentou a velocidade da partida e Esteban voltou a estar em bom plano a um remate de Salvio a poucos minutos do descanso. Na etapa complementar veio a confirmação daquilo que tinha ficado como suspeita da primeira parte, o AZ Alkmaar fez muito pouco para dar a volta à eliminatória. Com pouco poder de fogo, os holandeses acabaram por ser presa fácil.

Perante tamanhas facilidades, o Benfica decidiu resolver a eliminatória. Decorria o minuto 71, Salvio teve uma recepção de bola fenomenal, foi à linha de fundo centrar para Rodrigo bisar. Dick Advocaat desistia do jogo e as “águias” poderiam ter chegado à goleada com facilidade não fosse a displicência de Salvio e de Cardozo na altura de serem felizes.

O Benfica confirmou a presença nas meias-finais que lhe assentam que nem uma luva. O sorteio é na sexta-feira, em Nyon.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Artur Moraes; Sílvio (André Almeida, 3’), Luisão, Garay, Siqueira; Fejsa (Enzo Perez, 64’), André Gomes, Sulejmani (Markovic, 69’), Salvio; Rodrigo e Cardozo.

Texto: Marco Rebelo
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

abril 07, 2014

Benfica 4 0 Rio Ave | Relato dos Golos (Antena 1)

Benfica – Rio Ave, 4-0: Pé esquerdo foi de sorte até à Glória


26.ª jornada da Liga portuguesa

Fim de tarde de sol em Lisboa e uma moldura humana invejável foi o cenário que recebeu o líder da classificação para mais uma partida da Liga portuguesa. O Rio Ave foi o adversário, curiosamente o mesmo que jogou na Luz na última época em que o Benfica foi Campeão (2009/10) e saiu derrotado por 4-0, com todos os tentos a serem apontados com o pé esquerdo.

É sabido que na Luz, o Benfica apodera-se logo da bola, dos ritmos de jogo e impõe a sua lei. Diante do Rio Ave não foi excepção, até porque estamos a falar de uma equipa que sofre poucos golos fora de portas e alcança, inclusive, vários triunfos. Não permitir o efeito-surpresa era, portanto, fundamental. Dessa forma, o conjunto da casa incidiu no relvado uma pressão alta, a toda a largura do terreno e a jogar com elevada velocidade sobre a bola.

O futebol sufocante do Benfica resultou em golo aos 16 minutos depois de uma excelente jogada colectiva. Sílvio deixou para Gaitán que deixou um adversário para trás com uma simulação e assistiu Rodrigo que, frente a Ederson, atirou para o primeiro da partida. Mesmo na frente do marcador, os comandados por Jorge Jesus não tiraram o “pé do acelerador”, mantendo os últimos 30 metros de terreno ou mesmo a área vila-condense o habitat predilecto.

Não estranhou, portanto, ninguém quando chegou o 2-0. Rodrigo de novo na jogada, rematou, a bola embateu num defesa e ficou à mercê de Gaitán que, vindo de trás, disparou para o golo e cachecóis ao alto, outra vez, nas bancadas da Luz (28’).

Tal avalanche ofensiva deixava os vila-condenses sem norte e a desejarem o regresso aos balneários o mais rápido quanto possível. Não só não conseguiram parar o ataque benfiquista, como muito menos logravam lances de transição rápida até Oblak, que foi um mero espectador nos primeiros 45 minutos.

Ao intervalo, o vice-presidente, Rui Cunha, e o director do Caixa Futebol Campus, Armando Jorge Carneiro, entregaram as faixas de Campeões Distritais aos Benjamins B, que foram, muito justamente, aplaudidos pelo público presente. De regresso do intervalo, o Benfica manteve a intensidade e a qualidade futebolística, tentando várias vezes alvejar a baliza defendida por Ederson.


 

Mesmo que ténue, verdade seja dita que apareceu mais Rio Ave na etapa complementar, tendo como meta um golo que lhe desse uma injecção de esperança até ao empate. Tudo caiu por terra aos 75 minutos quando Braga derrubou Maxi Pereira na área após mais uma excelente jogada de envolvimento. Chamado a marcar, Cardozo não desperdiçou, voltando aos golos cinco meses depois do dérbi com o Sporting para a Taça de Portugal onde rubricou um “hat-trick” (76’). Matada a fome de golos, Cardozo bisou aos 90’+1 em nova grande penalidade, agora a castigar derrube sobre Enzo Perez.

Antes de receber o AZ Alkmaar, o Benfica rubricou uma exibição de “encher o olho” e passa a somar 67 pontos na classificação.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Oblak; Maxi Pereira, Garay, Luisão (Jardel, 83’) e Sílvio; André Almeida, Enzo Perez, Gaitán e Markovic; Lima (Cardozo, 65’) e Rodrigo (Djuricic, 78’).

Texto: Marco Rebelo
Fotos: isabel Cutileiro / SL Benfica


ATT: Condolências á família do adepto do SLBenfica que faleceu esta noite, após o golo do Rodrigo sofreu um enfarte e não resistiu.

abril 03, 2014

Bernardo Sousa: “Representar o Benfica tem o seu peso”


Rally de Portugal

Arrancou hoje, dia 3 de Abril, o Rally de Portugal 2014, prova que termina no próximo domingo no Algarve.

A zona junto ao Casino Estoril foi o palco de apresentação da prova, que conta com os melhores pilotos de Rally do Mundo e que, desta vez, terá a representação de Bernardo Sousa, piloto que representa o Glorioso.

Considerado um dos melhores pilotos de Rallys nacional, iniciou o seu percurso em 2005 e em 2010 sagrou-se Campeão Nacional. Co-pilotado por Hugo Magalhães vai participar no WRC2, com o seu Ford Fiesta RRC 1600 turbo, na segunda categoria mais prestigiada do Rally Mundial.

O piloto, natural da Madeira, tem a ambição conquistar o título para subir de categoria, onde estão os melhores do Mundo, como Jari-Matti Latvala e Sebastien Ogier.

Em declarações à Benfica TV, Bernardo Sousa explicou quais os seus objectivos e como está a viver o momento actual: “Não acredito que não haja pilotos que não sintam pressão e cada um tem de saber lidar com ela à sua maneira. Por outro lado é uma motivação, porque se ganharmos é sinal que somos mais fortes e estamos prontos para a luta”.

E qual o peso de representar o Sport Lisboa e Benfica?

“Representar o Benfica tem o seu peso. O mais importante é ver isso de forma motivacional, pois demostra que o projecto é ambicioso e bem estruturado. É mais uma motivação para tentar vingar. No Rally Fafe não pude participar mas vi algumas bandeiras do Benfica o que mostra que as pessoas estão atentas”, concluiu o ambicioso piloto.

PA/MR
Fotos: Gualter Fatia / SL Benfica

AZ Alkmaar-SL Benfica, 0-1: Terra de Tulipas, domínio das Papoilas


Liga Europa

O Sport Lisboa e Benfica defrontou esta noite de quinta-feira a formação holandesa do AZ Alkmaar, em partida alusiva à 1.ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa. Salvio fez o único golo da vitória “encarnada”. 45 anos depois o Benfica venceu na Holanda, numa noite em que, em terra de Tulipas, foram as “Papoilas Saltitantes” quem dominaram.

Frente a frente duas formações com ambição mas a fazerem caminhadas distintas. Se, por um lado, o Benfica está na linha da frente de todas as competições que disputa, por outro lado, o AZ dá o tudo por tudo nesta Liga Europa, depois da eliminação na Taça e de um humilde 7.º lugar actual no Campeonato Holandês.

Na antevisão à partida, e face à hiperbolização de Dick Advocaat, conferindo total favoritismo e supremacia aos “encarnados”, Jorge Jesus não foi em cantigas e manteve-se firme no discurso de ambição, mas com prudência… e fê-lo muito bem!

Se dúvidas existiam, os primeiros quinze minutos da partida explicaram o porquê, com a equipa holandesa a entrar com tudo, a explanar o seu futebol de forma muito perigosa, trocando as voltas à estratégia benfiquista.

Quinze minutos volvidos e o Benfica estabilizou, começando então a pegar no jogo… e foi precisamente nesta conjuntura que surgiram dois dos lances mais perigosos do AZ, com o regressado Artur a fazer duas grandes defesas e a manter a baliza inviolada.

Até ao final da primeira metade, jogo morno, domínio repartido, com um par de boas ocasiões para cada lado, mas todas elas inconsequentes.

Nota ainda dos primeiros 45’ para a lesão de Ruben Amorim, aos 38’, obrigando a substituição, com André Almeida a saltar do banco.

Vantagem curta… para ampliar na Luz

No reatar foi o Benfica quem entrou dominante e os frutos dessa postura não tardariam… 48 minutos, jogada de entendimento, Cardozo remata forte, Esteban defende de forma instintiva, com Salvio – na ressaca e com um pontapé de moinho – a fazer mexer pela primeira vez as redes adversárias.

O AZ reagiu, lutou, mas, face a um Benfica inteligente, mais pragmático e que sabe cada vez mais aquilo que quer e do que é capaz, pouco ou nada conseguiu fazer.

Até ao apito final, mais Benfica, com destaque para um remate poderosíssimo de Rodrigo (67’) que, por escassos centímetros, não fez mexer as redes holandesas pela segunda vez. Também Lima e André Gomes estiveram muito perto de dilatar a vantagem, mas Esteban mostrou-se à altura.

Vitória curta, por 0-1, mas muito importante. Há 45 anos que o Sport Lisboa e Benfica não vencia na Holanda, mas nesta noite, em terras de Tulipas, foram as “Papoilas Saltitantes” de Luís Piçarra que dominaram.

Na próxima segunda-feira todas as atenções tornam a centrar-se no Campeonato Nacional, com a recepção na Luz, pelas 20 horas, do Benfica ao Rio Ave, uma partida a contar para a 26.ª jornada da prova… mais uma final!

A Liga Europa regressa na próxima quinta-feira, dia 10 de Abril, com a realização da 2.ª mão dos quartos-de-final. Desta vez na Catedral, com apito inicial às 20h05, onde o apoio de todos os benfiquistas será determinante.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze inicial: Artur; Maxi Pereira, Garay, Luisão e Siqueira; Ruben Amorim (André Almeida, 38’), Gaitán, André Gomes e Salvio; Cardozo (Lima, 64’) e Rodrigo (Markovic, 77’).

Texto: Sónia Antunes
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica