janeiro 31, 2013

Jornal " O Benfica " Edição Nº 3588


Destaques 
 
Principais títulos 


 Desportos de Combate - Paulo Magalhães: "Os objectivos são claros: ganhar!"  (Pág.23)



Títulos  

2 Síntese+ Decisão: "Governo e Federação querem Estádio Nacional"
3 Calendário: "Manter indíces competitivos" + Opinião Arons Carvalho
4 Crónica SC Braga - Benfica: "Vitória suada, mas muito saborosa!"
5 Análise à 16ª jornada: "Luta pelo título reduzida a dois" + Opinião João Malheiro
7 Antevisão Benfica - Vit. Setúbal: "Sadinos são teste seguinte"
8 Crónica Taça de Portugal: "Noite de caça na Mata Real"
10 Renovações: "Jovens valores até 2019"
11 Equipa B: "Regressar às vitórias com muita... União"
12 Juniores: "Futuro encaminhado" + Juvenis: "Empate injusto"
13 Iniciados: "Aspirações intactas"
14 Geração Benfica: "Expansão em Angola"
15 Opinião Pragal Colaço: "Relatório Football Money League 2012"
16/17  Basquetebol: "Conseguimos atingir mais um objectivo"
18 Basquetebol: "De volta à Liga"
19 Hóquei em Patins: "Triunfar genuinamente"
20 Triatlo: "Estreia vencedora" + Atletismo: "Em defesa do título"
21 Canoagem - entrevista Teresa Portela: "Era o ano ideal para mudanças"
23 Desportos de Combate - Paulo Magalhães: "Os objectivos são claros: ganhar!"
25 Voleibol: "Terminar bem para começar melhor"
26 Andebol: "Seguir em frente na Taça"
27 Futsal: "Operar nova vitória" + Ginástica + Râguebi
29 Zona de Decisão - Luis Miguel Pereira: "O Benfica está muito bem entregue" + Coluna Multimedia
30 Tome nota + BTV
31 Opinião Afonso Melo: "Elogio ao Batatinha o dribleur Alberto Augusto"
32 Clube: "Benfica é o Clube com mais receitas fora do Top 5 das Ligas Europeias" + Opinião Luis Fialho + Breves

Taça de Portugal P. Ferreira – SLBenfica, 0-2



P. Ferreira – Benfica, 0-2: Noite de caça na Mata Real


A equipa de Futebol profissional venceu esta quarta-feira no recinto do Paços de Ferreira, por 0-2. No jogo relativo à primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal, o Benfica cumpriu, assim, parte do caminho para a final do Jamor. O segundo desafio está previsto apenas para o dia 17 de Abril.

Tem sido uma época de caça muito produtiva até agora para a equipa comandada por Jorge Jesus. Na Mata Real, o Sport Lisboa e Benfica apresentou-se novamente com o intuito de imobilizar mais uma presa, sabendo antemão que essa tarefa não seria nada fácil, uma vez que o Paços de Ferreira tem sido uma das surpresas da presente temporada.


E foi, precisamente, isso que aconteceu nos primeiros minutos, com o desafio a ser pautado pelo equilíbrio no meio-campo. Nessa zona do terreno, André Gomes e Aimar constituíram as novidades por parte do técnico Jorge Jesus. Em termos defensivos, Ezequiel Garay regressou à titularidade após um período de ausência devido a lesão, enquanto André Almeida ocupou o posto habitualmente de Maxi Pereira.


A construção ofensiva começou a ganhar mais força a partir dos 20 minutos, com o primeiro aviso a surgir após um excelente passe de André Gomes. O número 89 desmarcou Gaitán, no entanto, o argentino não conseguiu contornar o guarda-redes pacense, Cássio (24’).

O crescimento da equipa fez com que os “castores” não ameaçassem tanto a baliza de Artur Moraes e as oportunidades também surgiram de forma mais evidente no ataque benfiquista, com Lima (29’ e 36’) e Aimar (32’ e 43’) a estarem perto do golo.


A toada do segundo tempo não mudou muito relativamente aos instantes finais dos 45 minutos iniciais, com a Gaitán a rematar logo aos 47’. Com o nulo a persistir, Jorge Jesus procedeu à primeira substituição, ao fazer entrar Ola John para o lugar de Aimar. Foi, então, com o holandês em campo que o Benfica abriu o activo na Mata Real.


 

Lima abriu caminho
Salvio entrou na área pelo lado direito e cruzou para a conclusão implacável do inevitável Lima, que contabilizou mais um golo para a sua conta pessoal ao serviço do conjunto da Luz (58’).


Em desvantagem no marcador, o Paços de Ferreira ficou igualmente com menos um jogador em campo, após uma entrada absolutamente fora de tempo de Vítor Gomes sobre Gaitán (69’).

O treinador do Benfica apostou na entrada de Rodrigo e o avançado teve participação activa no segundo golo. O número 19 obrigou Cássio a defesa incompleta e Ola John aproveitou a situação para ampliar a vantagem benfiquista (74’).

A noite podia ter sido ainda mais produtiva, no entanto, Rodrigo (78') e Salvio (89') não conseguiram acertar nas redes do conjunto da casa.

Com esta vitória por 0-2, o Benfica ficou mais perto do Jamor, mas ainda falta o desafio da segunda-mão no Estádio da Luz.


O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Artur Moraes; André Almeida (Maxi Pereira, 85’), Luisão, Garay e Melgarejo; Matic, André Gomes, Aimar (Ola John, 57’), Salvio e Gaitán (Rodrigo, 70’); Lima.

Texto: Rui Manuel Mendes
Fotos: Gualter Fatia / SL Benfica

janeiro 27, 2013

Taça Hugo dos Santos SLBenfica - Académica, 85 - 74


Basquetebol vence 4.ª edição da Taça Hugo dos Santos

A equipa ao comando do técnico Carlos Lisboa conquistou, este domingo, a Taça Hugo dos Santos, depois de vencer a Académica por 85-74.

Após a vitória na meia-final, frente à Ovarense por 68-58, foi, agora, a vez da Académica. Os “encarnados” entraram no encontro decididos em levar mais um troféu para a Luz.

E assim aconteceu. O primeiro período pertenceu à turma da Luz que o venceu por 23-14, sem dar hipótese ao adversário.

No segundo período, as “águias” confirmaram a vantagem e só tiveram que segurar o resultado. O encontro ia para o intervalo com o Benfica a vencer por 48-34.

No terceiro período, o conjunto ao orientado por Carlos Lisboa confirmou a sua superioridade frente a um adversário disposto e empenhado em virar o resultado (67-54).

O quarto período foi mais equilibrado, com a Académica a fazer tudo para se aproximar do Benfica. No entanto, o grupo da Luz foi superior e venceu, por 85-74a 4.ª edição da Taça Hugo dos Santos.

SC Braga – SLBenfica, 1-2


SC Braga – SLBenfica, 1-2: Etapa superada e com distinção!

A equipa de Futebol do Sport Lisboa e Benfica venceu, este sábado, no recinto do SC Braga e continua, assim, no lugar mais alto do Campeonato Nacional. Salvio e Lima deram perfume a uma exibição cheia de personalidade e qualidade futebolística.

Com o goleador máximo da equipa no Campeonato fora das opções, o treinador Jorge Jesus apresentou um figurino ligeiramente diferente na frente de ataque, ao entregar o papel de Óscar Cardozo ao brasileiro Lima. Gaitán assumiu a construção do jogo ofensivo do Benfica, ficando as alas entregues a Ola John e Salvio.


Sabendo que tinha mais uma etapa complicada pela frente, o conjunto da Luz começou o desafio em alta rotação, deixando bem claro qual era a sua intenção nesta deslocação, ou seja, somar mais três pontos.

Enzo Perez deu o mote com um remate logo aos dois minutos. Com os olhos postos na baliza contrária, o primeiro tento surgiu num jogada bem desenhada, onde Gaitán serviu Salvio no interior da área bracarense. O argentino viu o seu primeiro remate ser travado por Beto, mas não desistiu e tirou proveito disso mesmo, ao abrir o marcador. Estavam decorridos apenas quatro minutos de jogo.



Não se pense que a equipa abrandou o ritmo do encontro. A máquina ofensiva continuou a laborar muito bem, com os lances de perigo a aparecerem com naturalidade.


É verdade que a subtileza de alguns ainda procurou adulterar o que realmente se ia passando dentro das quatro linhas, no entanto, os jogadores do Benfica mantiveram-se focados no seu trabalho, não baixando a guarda em nenhum momento.
 

A competência apresentada voltou a dar frutos no encontro, desta feita aos 34 minutos. Após um pontapé de canto do adversário, Gaitán saiu em velocidade para o ataque, ganhando metros e metros aos jogadores contrários, servindo depois Lima com um passe extraordinário. O atacante brasileiro recebeu, trabalhou o lance e rematou para o fundo das redes, ampliando o resultado para 0-2.


O Benfica continuou a ser uma equipa bastante personalizada no segundo tempo, controlando os tempos do jogo, mas sem deixar de procurar fazer mais golos. Salvio, aos 65 minutos, esteve muito perto de conseguir o terceiro tento, no entanto, o guarda-redes Beto evitou essa situação com uma boa intervenção.


Apesar de não ter tido grandes oportunidades, o adversário reduziu o marcador aos 77 minutos, através de João Pedro. Nada que tenha manchado o trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho em Braga, antes pelo contrário.

Houve ainda a registar uma expulsão do jogador Haas, do SC Braga, após ter travado Lima quando este ia isolado para a baliza (84’).


O Benfica superou, assim, mais uma etapa na sua caminhada para o título nacional e, diga-se, com distinção.

Na próxima jornada da Liga, a equipa da Luz vai receber o Vitória de Setúbal. O desafio está agendado para o dia 3 de Fevereiro.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Jardel e Melgarejo; Matic, Enzo Perez, Salvio, Gaitán (Urreta, 83’) e Ola John (André Almeida, 67’); Lima (Kardec, 90’).




Texto: Rui Manuel Mendes
Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

janeiro 23, 2013

Luis Fialho Nova in O Benfica


Afirma Pereira

Há empates com sabor a vitória (Bessa, 2005). Há empates com sabor a derrota (Camp Nou, 2012). Mas há também empates com sabor a… empate. Foi o caso do último clássico.
O Benfica fez mais remates, teve mais cantos, criou mais ocasiões de golo e sofreu mais faltas. O FC Porto controlou o jogo, impediu o adversário de fazer aquilo que gosta, e conseguiu o que queria, saindo do relvado em efusivos festejos. A arbitragem foi boa, deixando jogar, evitando até ao limite a mostragem de cartões, favorecendo assim um espectáculo que começou em grande estilo, manteve intensidade e emoção até final, mas não conseguiu cumprir aquilo que o frenético ritmo do primeiro quarto-de-hora parecia prometer. Houve, genericamente, correcção, quer dentro, quer fora do campo. E o resultado acabou por ser justo, premiando com um ponto o empenho das equipas, e penalizando com dois os erros cometidos.

Num jogo desta natureza, com toda a pressão que o envolve, há sempre quem esteja menos feliz. O nosso Artur, por exemplo, costuma fazer muito melhor. Mas o figurão da noite, pela negativa, foi o acidental treinador portista.
Já sabemos que naquele clube ninguém tem voz própria, e todos se limitam a dizer aquilo que lhes mandam. Mas alguns, no passado recente, sabiam trazer os recados com maior assertividade. Este Pereira, que revela gritantes dificuldades em se afirmar como o verdadeiro comandante das suas tropas, espalhou-se ao comprido numa conferência de Imprensa em tons de surrealismo.

Até poderíamos compreender que, mal habituado a penáltis de Lisandro, ou golos de Maicon, tenha estranhado não dispor, desta vez, do habitual obséquio dos juízes. Mas dizer do Benfica aquilo que disse, além de fazer rir o País desportivo, foi insultuoso, até para com os seus próprios jogadores.
Não é a primeira vez que o homem se enxovalha em público. Mas talvez seja uma das últimas. É que, fora do contexto em que herdou este FC Porto, não o vejo com nível para muito mais do que um qualquer Santa Clara desta vida.

José Nuno Martins in O Benfica


No “aquecimento” para o jogo do domingo passado, valeu de tudo na comunicação desportiva. Mas, assustador, mesmo, foi o grau de despudorado regionalismo clubista a que chegou a chamada RTP “informação”.

O canal de notícias no cabo da Rádio e Televisão de Portugal, apesar de praticamente feito à custa do dinheiro de todos os contribuintes portugueses, está a preferir reduzir- -se a si próprio à dimensão de uma mera estação local, provinciana e vesga, no persistente benchmarking com que escolhe comparar-se ao canal do FCP e ao jornal O Jogo.

Afinal, o desafio foi bem disputado, espelhando o equilíbrio entre as duas equipas, ambas desfalcadas de jogadores essenciais. Realmente, um grande jogo em que, por vezes, tive aquela sensação dantes relativamente comum, de que os atletas agiam mais por conta própria do que seguindo rigidamente estratégias traçadas pelos treinadores.

Nada justifica, a meu ver, a desgravatada rabularia do treinador portista no fim do match. Mas, como se sabe que naquele papel nunca são eles que ali mandam, toda a gente percebeu que antes de lhe ligarem as câmaras, o pobre, desta vez, terá recebido ordem expressa do dono para fugir para a frente e desatar aos berros contra o árbitro. Lá diz o povo, “dono e foice, cavalo e coice”.

Um e outro perderam as estribeiras e mandaram às urtigas o que ainda dias antes, haviam postulado sobre comentários acerca de arbitragens. Fez bem em lembrá-lo, no fim das contas, o presidente Luís Vieira.

Quando parece estar para breve o anúncio da decisão sobre a queixa de abuso de posição dominante da Olivedesportos quanto à compra dos direitos, já se fala de uma nova demanda à Autoridade da Concorrência acerca da legalidade, ou presumida falta dela, no contexto do inopinado manejo-a- -três, com que se pretendem enroscar numa mesma cama, as conveniências da PT, da ZON e da Olivedesportos.

Se o bom senso e a honradez não tiverem desaparecido por completo das instâncias do poder e da justiça, não hão-de durar muito mais tempo, a oligarquia e a impunidade que têm regido os cenários do Futebol português.

João Diogo in O Benfica




Objectivamente 

A palhaçada voltou ao ataque depois do Benfica-FC Porto criticando duramente o árbitro da partida porque «roubou descaradamente» o FêCêPê em pleno Estádio da Luz! Conseguiram descobrir que João Ferreira deveria ter expulso metade da equipa do Benfica e que até a própria Liga Portuguesa de Futebol anda “feita” com o SLB pois, imagine-se, pôs no seu próprio site por engano, o resultado de 3-2 a favor do Benfica! Isso não se faz nem ao Diabo! Eles - Benfica, Liga, árbitros - são todos uma corja de corruptos e de bandidos que roubam o FC Porto de forma vergonhosa e escandalosa e se juntam sub-repticiamente em casas de alterne e outros locais finos para congeminarem planos secretos contra os santinhos, hóóónestos, sérios, verdadeiros, anti-corruptos e lavadinhos de lixívia dirigentes do Futebol Clube do Porto! 

O árbitro, João Ferreira, para mim é como todos os outros: Não gosto! Mas desta vez até esteve bem. Deixou jogar, não fez interrupções por tudo e por nada e evitou ao máximo mostrar cartões. PARA UM LADO E PARA OUTRO, já que, como se vê, de facto, o árbitro decidiu conduzir assim o jogo. Mas não beneficiou o Benfica! Só mentes doentias é que pensam assim! O que eles queriam mesmo era o Pedro Proença! Como eu os entendo!...
Tive também oportunidade de ver na Televisão um solícito assessor - Cerqueira de seu nome - a mostrar o seu próprio telemóvel ainda com o tal resultado de 3-2 no site da Liga! À hora que ele mostrou aquilo na TV já não estava «on line». Mas entendeu o grande conselheiro que era hora de arrasar a Liga e colá-la ao SLB como se alguém acreditasse nisso! (Já agora para que se saiba o presidente da Liga é adepto do FC Porto)...
Esta atitude é tão ridícula como a cara de gozo que o Cerqueira demonstrava atrás do seu grande chefe Pinto! Não têm vergonha!

janeiro 22, 2013

Arons de Carvalho in O Benfica


Não gostei

1. Sem jogar bem, o Benfica acabou por ser a única equipa a ter oportunidades de golo não concretizadas no jogo com o FC Porto. E ainda teve o azar de Artur ter “oferecido” um golo. Mas o resultado, que não me agradou, foi justo. Ridículas, mais uma vez, as declarações dos responsáveis do FC Porto (treinador e presidente), que já vinham preparados para fazer “campanha”. O habitual Jornal de Notícias já a havia antecipado, ligando (na 1.ª página) João Ferreira (como 4.º árbitro) ao “caso do túnel” (o tal em que as imagens provam, sem margem para dúvidas, as agressões de Hulk e Sapunaru – mas não só…). E, agora, Pinto da Costa tratou de preparar a escolha de um árbitro amigo (se calhar um daqueles que Lourenço Pinto homenageia…) para o jogo da 2.ª volta. Nada de novo…

2. Lamentáveis as declarações à SIC Notícias, na tarde do jogo, do deputado (e adepto do FC Porto) Carlos Abreu Amorim, ligando o Benfica ao antigo regime (chamando-lhe até “salazarento”) e comparando o alegado favorecimento que o Clube receberia com as benesses que, afirmou, Real Madrid e Steaua de Bucareste teriam tido dos ditadores Franco e Ceausescu. Esquece-se dos presidentes do seu clube que foram deputados pela União Nacional e da data de inauguração do Estádio das Antas – 28 de Maio, data querida do regime de então. E esquece-se das eleições democráticas que o Benfica sempre teve, do hino que foi proibido pela censura, dos oposicionistas ao Estado Novo com cargos relevantes no nosso Clube, até da data de inauguração do nosso antigo Estádio do Campo Grande: 5 de Outubro. O Benfica foi muitas vezes Campeão, antes e depois do 25 de Abril, acima de tudo porque era (como continua a ser) o Clube mais popular e nacional.

3. A anedota da semana passada (ou, se calhar, do mês todo…) foi a designação do Sporting como melhor clube português de 2012 pela denominada Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. Há muito que havia reparado que os critérios utilizados estão manifestamente errados, a começar por atribuir a cada vitória na Liga Europa quase o mesmo número de pontos (12) das vitórias na Liga dos Campeões (14) – metade em caso de empates. A partir daí, tudo é possível…

janeiro 21, 2013

Moreirense – SLBenfica, 0-2


Moreirense – Benfica, 0-2: Atacar até à vitória final!

A equipa de Futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica somou esta segunda-feira mais uma vitória no Campeonato Nacional. Num encontro de sentido único, o ataque benfiquista deu resultados práticos na segunda metade, com Salvio e Lima a serem os marcadores de serviço.

Moreira de Cónegos acolheu o terceiro duelo entre as duas equipas na presente temporada. Apesar de a formação da casa estar posicionada no último lugar da classificação, o conjunto da Luz entrou consciente da necessidade de entrar determinado no encontro, de forma a evitar qualquer género de surpresa, ainda que tenha existido um alerta nos primeiros segundos, com Ghilas a acertar no poste.

Independentemente do nome do adversário, o objectivo da equipa passa por conquistar os três pontos e este desafio não fugiu à regra, com as primeiras oportunidades a surgirem muito cedo, apesar de ter nem sempre ter sido fácil devido à postura defensiva do opositor. Lima (2’) e Cardozo (7’) foram os primeiros a ameaçar as redes do guarda-redes Ricardo Andrade.



O Benfica continuou a ser a equipa com mais profundidade no terreno e as oportunidades voltaram a aparecer a partir dos 15 minutos. Lima (16’), Cardozo (20’ e 29’) e Luisão (33’) foram os protagonistas dos principais lances de perigo.



A situação mais flagrante estava, no entanto, guardada para o período de descontos do primeiro tempo. Após um grande trabalho de individual, Salvio desviou, em esforço no relvado, para o poste da baliza do Moreirense.

A segunda parte começou com um ritmo bastante elevado por parte da equipa comandada por Jorge Jesus. Com uma grande dinâmica ofensiva e sentido de baliza, a formação da Luz quase marcou nos primeiros 15 segundos, através de um remate de Gaitán. Ricardo Andrade travou a intenção do argentino, voltando a intervir aos 47 minutos, após um cabeceamento de Cardozo.



Não foi à primeira, nem à segunda…foi à terceira. Salvio arrancou em direcção da baliza e só parou depois de rematar para o fundo das redes do Moreirense. Estavam decorridos 48 minutos.

Embalado pelo golo, o número 18 esteve perto de facturar pouco tempo depois, mas o seu cabeceamento não entrou devido a um corte de um defensor dos visitados em cima da linha de golo (52’).

Foi num dos lances de ataque do Benfica que se viu algo de inacreditável. O defesa do Moreirense Anilton cortou a bola com o braço dentro da área, após um ressalto de bola, mas o árbitro João Capela, de frente para o lance, nada assinalou…



Lima sentenciou
A equipa da Luz continuou à procura de mais golos e Lima veio a marcar aquele que foi o último tento do desafio, ao fazer uma “picadinha” ao guardião dos visitados (70’).

O Benfica geriu o resto do desafio e venceu, assim, o Moreirense, por 0-2. Com este resultado na 15.ª jornada, o Benfica ocupa o lugar mais alto da classificação da Liga. Na próxima jornada, a formação comandada por Jorge Jesus vai jogar no campo do SC Braga.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Jardel e Melgarejo; Matic, Enzo Perez, Gaitán (Ola John, 67’) e Salvio; Cardozo (Rodrigo, 64’) e Lima (André Almeida, 86’).



Texto: Rui Manuel Mendes
Fotos: Gualter Fatia / SL Benfica

Ricardo Araújo Pereira no seu melhor



«Trata-se de uma investigação sobre Inocêncio Calabote, o árbitro que foi recebido pelo presidente do Benfica em sua casa na véspera de um jogo. Não, desculpem. Enganei-me. É o árbitro a quem o Benfica pagou uma viagem ao Brasil, assim é que é. Peço desculpa, voltei a equivocar-me. O livro é sobre um árbitro que terá recebido quinhentinhos de um vice-presidente do Benfica. Perdão, ainda não é isto. É um árbitro ao qual o presidente do Benfica mandou oferecer fruta para dormir, conforme comprovado por uma escuta. Apre! Não acerto. Bom, parece que se trata de um árbitro ao qual o Benfica não ofereceu nada e que, em troca, terá beneficiado o clube a ponto de fazer com que o Porto ganhasse o campeonato. Enfim, um daqueles escândalos que nem 50 anos de silêncio conseguem apagar. Mas, reconheça-se, um escândalo que se mantém actual: um árbitro que acabou castigado pela justiça desportiva num ano em que o campeonato foi ganho pelo Porto. Realmente, soa-me a familiar.»




Coloca as bestas no lugar, e quem fala assim .......... 

João Malheiro in O Benfica


Sentinelas, precisam-se!

Não houve semáforo vermelho, também não houve semáforo azul, houve semáforo amarelo. Deveria haver semáforo negro para as declarações do presidente e do treinador portista no termo da igualdade. Como é possível tamanho desplante? Houve, porventura, algum golo irregular? Houve foi um lance infeliz de Artur e uma intervenção imprevista de Cardozo que terão obstado a que o Benfica chegasse ao triunfo no clássico da Luz.
A que se deve o topete dos responsáveis azuis às riscas, naquele jeito calimero, só que assanhado? A memória não lhes faz recordar as incidências do jogo na pretérita temporada, que decidiu o Campeonato, quando Pedro Proença validou o terceiro tento portista, obtido num escandaloso e plural fora-de-jogo?
A tática é recorrente. Feliz com o empate, sabedor que esta vai ser uma competição extremamente renhida, de forma mais ou menos sub-reptícia o FC Porto inaugurou o ciclo da pressão. Vai sustentar que foi prejudicado na Luz, tentando colher benefícios subsequentes e danos arbitrais para o nosso Benfica.
É assim há cerca de trinta anos. Eles não mudam. Até aquele episódio pachola, dir-se-ia digno de quem o trouxe à colação, foi paradigmático. Verdade que o sujeito exibiu o telemóvel, perante o silêncio cúmplice de alguns jornalistas subservientes. Tratou-se de um erro da empresa que presta serviços à Liga. “Queriam que o resultado fosse a vitória do Benfica”, ouviu-se. Uma minudência sem ponta por onde se lhe pegue. Já o fito é claro. Mais pressão, pressão sobre a Liga de Clubes, que até é presidida por um dirigente com anos de serviço no covil do dragão. A tentativa de viciar a verdade desportiva já começou, importa levantar atalaia.

Pragal Colaço in O Benfica


Breves e Recentes

A ser verdade a troca de jogadores entre a Sporting SAD e a FC Porto SAD, melhor especificando, Miguel Lopes viajou até Alvalade, ficando a FC Porto SAD e a Sporting SAD detentoras de 50% dos seus direitos económicos e, por sua vez, Marat Izmailov viajou até ao Porto, ficando também a FC Porto SAD e a Sporting SAD detentoras de 50% dos seus direitos económicos, é – efectivamente - um negócio “à Portuguesa”.
Isto aqui é bem verdade – faz-se tudo o que se quer e mais umas botas! E isto porquê?
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) tinha aprovado uma norma que impediu na época 2012/13 o empréstimo de jogadores entre clubes da mesma Divisão.
O impedimento passou a constar da nova proposta de Regulamento de Competição dos Campeonatos profissionais.
Na altura referiu-se mesmo que: "Vai, sobretudo, dar mais transparência ao Futebol português", recordando que a proibição de empréstimo de jogadores a clubes da mesma Divisão "é um facto em Campeonatos como o inglês".
Esse mesmo dirigente, por ironia do destino Luís Duque, afirmou mesmo que "o princípio está aprovado", mas caso apareça "quem saiba contornar a regra, isso fica para o julgamento de quem segue o Futebol".
Ora, se nos empréstimos tínhamos a equipa que emprestara o jogador ao adversário mais próximo da equipa do jogador emprestado, agora temos ambos os lados interessados no jogador, o que, convenhamos, para quem estiver perto da linha de água ou em situação importante em termos classificativos, irá ser fundamental!
Entrou pela janela o que o legislador proibiu de entrar pela porta! À boa maneira Portuguesa!

AS TRINCHEIRAS
O Everton foi originalmente fundado com o nome de St. Domingo no longínquo ano de 1878, para que os frequentadores da paróquia da Igreja Metodista de São Domingo pudessem praticar uma atividade desportiva durante os meses mais frios. Um ano mais tarde, o clube foi renomeado para Everton F.C., em referência ao distrito próximo de Everton, em Liverpool, o que motivou ainda mais as pessoas da paróquia a participar nos encontros.
O clube foi um dos fundadores da Football League, em 1888 tendo vencido o seu primeiro Campeonato da I Divisão em 1890/91.
Na temporada de 2006/07, o Everton terminou na sexta posição da Liga inglesa e pôde disputar a fase de classificação da UEFA.
Em 2007, o clube adquiriu a equipa de Basquetebol Toxteth Tigers, dando desenvolvimento à modalidade de Basquetebol na cidade de Liverpool na elite do Basquete inglês, o Everton Tigers. Na temporada 2007/08, o Everton mais uma vez garantiu um lugar nas competições europeias, após terminar no quinto lugar da Liga inglesa. Na temporada 2008/09, o clube terminou a Liga inglesa na quinta posição, assegurando novamente um lugar na renovada Liga Europa. Porém, o seu maior momento naquele ano foi, sem dúvida, a disputa da final da FA Cup, pela primeira vez desde 1995. Porém, nessa final realizada no Estádio de Wembley, o Chelsea FC de Abramovitch acabou por vencer o jogo, por 2-1, e arrematou o título da FA CUP.
A proveniência do Everton é, então, de natureza religiosa.
Nas suas contas do ano de 2011, surpreendemos o seguinte volume de negócios, que reproduzimos na Fig. 1.


O mentalista macrocéfalo zurrador
A última frase do nosso artigo da semana passada foi: “Como isto vai afetar as contas das SAD’s e os ordenados dos jogadores é o que veremos na próxima vez.” Não vamos, por impossibilidade prática, entrar aqui em detalhes sobre o funcionamento do IRS, até porque muita dessa matéria é muito complexa e oscilará também ao sabor das circulares, interpretações, práticas e milhentas aventuras da justiça fiscal e administrativa Portuguesa.
Na Fig. 2 reproduzimos a tabela de taxas geral de IRS que vigorou no ano de 2012 e na Fig. 3, a que vigora no ano de 2013.
Para compreendermos bem estas mudanças precisamos de perceber os conceitos de rendimento coletável e o que é um imposto progressivo. O rendimento coletável é igual à soma dos rendimentos de todas as categorias (ou que não é igual à soma, nem de tudo o que se recebe, nem de todos os montantes ilíquidos antes dos descontos). Ou seja, as deduções à colecta como são, as despesas com habitação, saúde, etc, já caem fora da operação aritmética para determinar o montante do rendimento colectável. Por imposto progressivo, entende-se que cada camada de rendimento é tributada a uma taxa que lhe corresponde e não que a totalidade do rendimento incidirá sobre a taxa mais alta que lhe couber.
Por exemplo: Um rendimento coletável de 18.000 €, face às taxas constantes da Fig. 3, significa que:
7.000,00 € X 14,5% = 1.105,00 €
11.000,00 € (diferença entre 7.000,00 e o total de 18.000,00 €) x 28,5% = 5.130,00 €
Logo, esta pessoa pagará de imposto (sem termos em linha conta por simplicidade deduções e benefícios fiscais), 6.235,00 € de imposto o que seria diferente se sobre os 18.000,00 € incidisse a taxa de 28,5%.
Os jogadores profissionais de Futebol recebem o montante anual do seu salário em dez meses.
No próximo número, vamos fazer contas. Eu sei, Portugal odeia matemática, mas é importante! Digo eu!
No entanto, vozes de burro não chegam aos Céus!
Até para a semana.

janeiro 19, 2013

Pedro Ferreira in O Benfica


O domínio das novas tecnologias

O recente jogo entre o nosso Benfica e o FCP foi interessante, disputado e pleno de emoção. Não se atiraram calhaus, não se atingiram futebolistas com bolas de golfe nem se atiçaram ‘Abéis’ às canelas de ninguém.
Ou seja, tudo seria normal caso, no final, Vítor Pereira não se tivesse comportado como um complexado com o medo de ser atirado borda fora e desatasse, canhestramente, a tentar condicionar arbitragens futuras, invocando a mesma lei do fora de jogo que o solícito Proença na época passada ignorou, oferecendo ao tal Pereira um Campeonato que festejaram em conjunto. Felizmente, as novas tecnologias permitem-nos gravar as imagens, fixar os factos e recordá-los sempre que algum Pereira mascara a verdade com o medo de ser corrido do clube que treina. Por falar em novas tecnologias, foi interessante ver, no final do jogo, o Sr. Costa brandir um telemóvel com a imagem de um lapso presente no resultado final apresentado no sítio da Liga na internet. Já noutra célebre ocasião, observáramos como o Sr. Costa conseguia, facilmente, substituir-se a um aparelho de GPS e diligentemente indicar o caminho de sua casa na Madalena a um árbitro que, poucas horas depois do aconselhamento recebido nesse serão, apitaria um jogo em que o clube do Sr. Costa seria um dos contendores. Por este andar, ainda veremos um dia o Sr. Costa a mostrar orgulhoso aos jornalistas as Escutas do processo Apito Dourado que estão disponíveis no youtube. São as tais Escutas em que, apesar dos esforços de muitos para as silenciar e de outros tantos para as branquear, se percebe muito bem quem é o homem que domina o Futebol com o mesmo à vontade com que domina as tecnologias. Para recordar o conteúdo das ditas Escutas, basta a memória, a liberdade de expressão e, nos dias que correm, a coragem... ‘tecnologias’ que não são novas nem aceitam o domínio de ninguém.

Afonso de Melo in O Benfica



Com a força dos ventos do Destino!

À terrível derrota de Nuremberga, o Benfica respondeu com uma das mais brilhantes exibições da sua história. Aostrês minutos já a eliminatória estava virada... Durante os restantes 87 minutos, o campeão alemão sofreu uma humilhação sem igual.

A semana passada deixámos o Benfica na Alemanha. Era, na verdade, a primeira visita dos “encarnados” à Alemanha, em Fevereiro de 1962, e recordá-la faz sentido agora que, mais de 50 anos depois, o Benfica se prepara para regressar à Alemanha, desta vez a Leverkusen, para jogar uma eliminatória da Liga Europa.
Em Nuremberga, como se recordarão, o Benfica Campeão Europeu viu-se confrontado com um frio terrível, com um relvado que parecia uma placa de gelo e com um adversário pleno de brio decidido a obter uma das vitórias mais retumbantes do seu historial. E consegui-o. Béla Guttmann, ao pisar o terreno do jogo previu uma catástrofe. E esta catástrofe aconteceu: o Benfica saiu de Nuremberga vergado ao peso de uma derrota dura: 1-3. Mas nem por isso moralmente derrotado. Treinador, jogadores, dirigentes, acreditavam na reviravolta de Lisboa. Acreditavam profundamente que o Benfica era infinitamente superior ao campeão alemão.
Na Baviera, apesar da vitória, morava o receio. «Espera-nos um ambiente terrível! Serão mais de setenta mil gargantas a empurrar o Benfica no Estádio da Luz!»
No dia 22 de Fevereiro, a Luz encheu. Era uma quinta-feira. No fim-de-semana anterior, o Benfica deslocara-se à Covilhã e perdera, por 1-2, com o Sporting local. Não havia, por isso, motivo para optimismos acrescidos. No entanto, a crença não quebrava. E foi um dia de fé, estusiasmo e vibração.
Decididamente, os alemães nunca tiveram consciência do que os esperava na noite excitada de Lisboa. Recebidos com aplausos na sua entrada em campo, não imaginavam a tempestade que lhes caíria em cima. E a tempestade tinha nomes: Costa Pereira; Ângelo, Mário João, Germano e Cruz; Coluna e Cavém; José Augusto, Eusébio, José Águas e Simões. Nomes que ainda hoje fazem tremer as vidraças da História...

Um início devastador!
Três minutos! Três minutos foram suficientes para que o Benfica recuperasse da terrível desvantagem que trouxera da pista de esqui que fora o estádio do Nuremberga. Logo no minuto inicial, José Águas, num golpe de cabeça formidável, fez 1-0. Dois minutos depois, Eusébio, num remate potente, colocou o Benfica na frente da eliminatória.
Os setenta mil adeptos que enchiam a Luz nem queriam acreditar no que os seus olhos viam: o Benfica reduzia a pó o campeão da Alemanha e ainda havia mais 87 minutos para jogar. Até onde iria a voracidade dos jogadores “encarnados”? De que tamanho seria a humilhação do Nuremberga?
Não tardariam a afastar todas as dúvidas. Foi uma completa hora e meia de futebol da mais alta qualidade. Fantasia e sonho: soberbos e arrebatadores. Velocidade estonteante em todos os movimentos, dribles em progressão, remates súbitos e explosivos. Os alemães, após o soco inicial, tentaram recompor-se. Sem argumentos para disputar a partida a toda a extensão do campo, recolhem-se na frente da sua baliza na tentativa de evitar um descalabro de proporções homéricas. Debalde. A força do ataque do Benfica cai sobre eles com o peso de uma bigorna. Eusébio tem um pontapé tremendo que leva a bola a esbarrar na trave. Aos 20 minutos, novo remate fortíssimo, desta vez de Coluna: a bola ainda resvala na perna de um contrário antes de entrar na baliza do guarda-redes Strick.
O 4-0 já surge após o intervalo, aos 55 minutos. Um lance individual de Simões que progride em dribles antes de colocar a bola na frente de Eusébio que com o pé esquerdo faz um golo monumental. O Benfica não refreia os seus ímpetos. Os jogadores “encarnados” sentem que estão de braço dado com a lenda e exigem de si mesmos uma exibição que marcará para sempre a vida do Benfica. José Augusto faz o 5-0 (63 minutos) e o 6-0 (78 minutos) em lances individuais. Por mais de uma vez o campeão alemão está à beira de uma derrota de proporções inimagináveis.
A catástrofe anunciada por Béla Guttmann para Nuremberga virara-se contra os alemães com a violência dos ventos do destino... O Benfica ia na calha da sua segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Pé e chinelo
Algo tem distinguido, de há muitos anos, aqueles que servem de bandeira ao clube do regime corrupto, sejam eles treinadores de boina aos quadrados enterrada na cabeça ou dirigentes amancebados com meninas de pouco preceito: a falta de educação e o baixo nível. À desonestidade intelectual da maioria destes figurões, que copiam bocados de livros com o à vontade de quem bebe um copo de água fresca e gerem equipas à custa de favores de arbitragem como se houvesse nisso algum mérito, junta-se uma ordinarice muito própria – ia quase escrever muito castiça – que os os faz tratarem-se, entre amigos do peito, como «meu grande filho da puta», desculpem lá, mas assim mesmo, tal como testemunhado em tribunal por um inopinado palhaço pobre que nunca teve graça nem faz rir embora esboce sorrisos naqueles que são pagos para lhe humedecerem as mãos com a baba bovina dos medíocres. É o pé e o chinelo que por ele chama.
Uns dizem-se escritores à custa da imaginação alheia, outros são merceeiros afeminados que parecem atender os clientes de pijama. Há também baladeiros de melena oleosa e banqueiros com os cérebros malinados por doenças degenerescentes. Há de tudo menos educação nessa gentinha barraqueira que usa páginas de jornais e microfones para dar largas a uma insuportável bigorrilha que no tempo do velho Eça seria corrida a bengaladas à porta da Baltreschi. E quando a semana é de mau vento, trazendo-lhes as palavras a público como borbotões de vómitos, o Futebol fede. Mas fede de alto a baixo, até que abanem as estruturas do seu edifício podre, reles e depravado.

P.S. - Ao ver o Madaleno agitar o telefone, fiquei convencido de que iria mostrar as chamadas que costuma fazer para os presidentes do Conselho de Arbitragem. Afinal era só mais uma figura triste. Lá está: escorrega-lhe facilmente o pé para o chinelo...

janeiro 17, 2013

Taça de Portugal Académica – SLBenfica, 0-4



Académica – SLBenfica, 0-4: Encanto em Coimbra rumo à meia-final!

Aí está mais uma missão cumprida! O Benfica qualificou-se esta quinta-feira para as meias-finais da Taça de Portugal, ao bater a Académica de Coimbra. Na próxima eliminatória, o conjunto da Luz vai defrontar o Paços de Ferreira.

A deslocação a Coimbra afigurava-se complicada, mas a equipa orientada por Jorge Jesus entrou determinada a inverter os últimos desfechos registados no recinto da Académica. Cardozo, logo no primeiro minuto, deu o primeiro aviso da intenção benfiquista, no entanto, João Dias evitou o golo em cima da linha de baliza.

Os olhos estavam completamente postos nas redes de Peiser, com o objectivo claro de marcar cedo e, assim, dar uma tranquilidade ainda maior para o decorrer do encontro. Ola John foi um dos elementos que regressou ao onze, provocando problemas no eixo defensivo dos “estudantes”. O holandês abriu mesmo o caminho para o triunfo glorioso, através de um remate rasteiro aos cinco minutos.

A harmonia do futebol benfiquista voltou a dar frutos poucos minutos depois, com Matic a trabalhar muito bem do lado esquerdo e a assistir Lima para o segundo golo da noite.

Com dois golos de vantagem no marcador, a equipa controlou mais os tempos de jogo, procurando explorar a ansiedade e a precipitação dos jogadores da Académica. O terceiro tento – e que golo – acabou por surgir com naturalidade. Lima, lançado em velocidade, arrancou para a baliza com um toque simplesmente sublime, concluindo ainda de forma mais extraordinária, ao fazer um chapéu ao guarda-redes Peiser.

Mas o Benfica não se ficou por aqui e Cardozo esteve novamente perto de facturar, desta feita aos 43 minutos. 
  
Golo de Salvio no topo do bolo
A segunda parte voltou a mostrar um Benfica muito coeso, trabalhador, com posse de bola e, consequentemente, perigoso junto das redes. Depois de Lima ter estado perto de marcar na cobrança de um livre 70’, Salvio não perdoou numa acção individual, aumentando a vantagem para 0-4.

Kardec (84’), Enzo Perez (85’) e Gaitán (86’) também podia ter deixado a sua marca no desafio, no entanto, a bola não entrou na baliza da Académica.


O objectivo foi alcançado e a equipa vai agora defrontar o Paços de Ferreira na próxima eliminatória, que será disputada a duas mãos.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Artur Moraes; André Almeida, Luisão, Jardel e Melgarejo; Matic, Enzo Perez, Salvio e Ola John (Gaitán, 62’), Cardozo (Carlos Martins, 62’) e Lima (Kardec, 77’).

Texto: Rui Manuel Mendes
Fotos: Arquivo / SL Benfica

janeiro 14, 2013

SLBenfica – FC Porto, 2-2



SLBenfica – FC Porto, 2-2: Empate mantém equipa no topo 


A equipa de Futebol profissional do Benfica empatou, este domingo, a dois golos com o FC Porto, em encontro a contar para a 14.ª jornada do Campeonato Nacional. Depois da igualdade no final do primeiro tempo, o conjunto da Luz esteve muito mais perto de conseguir a vitória na etapa complementar.

Muito se falou de um clássico de emoções antes do duelo desta noite no Estádio da Luz. E emoção foi, precisamente, o que não faltou nos primeiros 16 minutos do primeiro tempo, com os golos a surgirem nas duas balizas.

A equipa comandada por Jorge Jesus começou determinada, no entanto, foi o conjunto forasteiro que acabou por chegar à vantagem, através de uma conclusão de Mangala (7’).

Os visitantes não tiveram tempo de festejar o golo, uma vez que a resposta do Benfica foi extremamente  forte e com consequência directa na alteração no marcador. No interior da área contrária, Jardel assistiu, de cabeça, Matic para um remate absolutamente soberbo (9’).

A pressão intensa da equipa benfiquista quase fez estragos aos 12 minutos, mas Lima não conseguiu desferir o remate certeiro. A resposta do adversário surgiu outra vez num momento esporádico, aproveitando um colocação menos feliz da bola em jogo por parte do guarda-redes Artur Moraes. Jackson Martínez foi quem marcou o tento da formação nortenha (14’).

Tal como tinha acontecido no anterior golo do opositor, o Benfica atacou rapidamente a baliza de Helton, igualando num disparo fortíssimo de Gaitán no interior da área (16’). Estava feito o 2-2.


O jogo estava impróprio para cardíacos, mas acalmou com o passar dos minutos, apesar de o Benfica continuar a ser o conjunto com os olhos postos no ataque.

Perto da vitória…O segundo tempo foi pautado por uma grande luta a meio-campo, ainda assim foi o Benfica quem teve as oportunidades mais claras para desfazer a igualdade. Após passe de Carlos Martins, recém-entrado para o lugar de Enzo Perez, Salvio rematou para defesa de Helton (67’).


Passaram dez minutos e Gaitán desmarcou, com um grande passe, Cardozo. O paraguaio fugiu perigosamente em direcção da baliza, no entanto, o remate acabou por ser desviado por Helton para o poste (77’).

Com este resultado, o Benfica mantém-se na liderança da tabela classificativa.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Artur Moraes; Maxi Pereira, Jardel, Garay e Melgarejo; Matic, Enzo Perez (Carlos Martins, 57’), Gaitán (Ola John, 87’) e Salvio; Cardozo e Lima (Aimar, 68’).

Fotos: Isabel Cutileiro / SL Benfica

janeiro 12, 2013

Jornal " O Benfica " Edição Nº 3585


Destaques 
 
Principais títulos 



Antevisão Benfica-FC Porto: "Futebol positivo na Luz"(Pág.07)

Títulos

2 Síntese+Clube:"Orfeão cantou as Janeiras" + 70 anos de edições
3 Actualidade: "Amora à camisola" + Opinião José Appleton
4 Crónica Estoril- Benfica: "Consistência e nota artística"
5 Análise à 13ª jornada: "Há magia no ar..." + Opinião Arons Carvalho
7 Antevisão Benfica-FC Porto: Futebol positivo na Luz"
8 Crónica Taça da Liga: "Mais uma lição bem dada"
9 Análise Taça da Liga: "Meia-final em Braga" + Opinião Pedro Ferreira
11 Antevisão Taça de Portugal: "Académica no caminho" + Opinião João Malheiro
12/13 Zona de Decisão - Adolfo Calisto: "Nos próximos anos vão aparecer muitos mais talentos"
15 Opinião Pragal Colaço: "A escada rolante"
16/17  Fundação Benfica visita Residência Montepio Parede: "Dia diferente para os mais velhos" + Opinião Jorge Miranda
18 Equipa B: "Um teste no Minho"
19 Juniores: "Segurar a liderança"
20 Juvenis: "Terminar com triunfo"
21 Iniciados: "Barreirense pelo caminho"
22 Atletismo: "Vitórias nas Taças da FPA"
23 Futsal: "Objectivo: revalidar o título"
24 Pesca: "Início de época vitorioso" + Comunicado: "Edo Bosch agride, PSP carrega sobre benfiquistas"
25 Hóquei em Patins: "Não havia necessidade..."
26 Basquetebol: "Dobrar o CAB(o)" + Taça de Portugal: "Nos 1/8 de final"
27 Andebol: "A hora do dérbi" + Opinião João Diogo
28 Voleibol: "Pé fincado na liderança"
29 Reportagem Especial BTV: "Uma semana no Hóquei" + Multimedia
30 Tome nota + Programação Benfica Tv
31 Opinião Afonso de Melo: "A catástrofe de Béla Guttmann no inferno de gelo"
32 Mantorras visita Escola Geração Benfica: "Isto é a Mística do Clube" + Opinião Luis Fialho + Breves