agosto 30, 2011

Liga Zon _Sagres 11/12 Nacional - SL Benfica, 0-2


Justiça na Choupana

O Sport Lisboa e Benfica venceu o Nacional da Madeira, por 0-2, com uma exibição bem conseguida. Neste encontro da 3.ª jornada, Cardozo abriu o marcador de cabeça e Bruno César recuperou a bola antes do meio-campo e sentenciou o jogo.

Esta partida da 3.ª jornada da Liga portuguesa começou muito disputada a meio-campo, o que não surpreendeu Jorge Jesus, que já à espera desta situação, voltou a lançar Witsel em detrimento de um segundo avançado. A única alteração em relação ao onze que venceu o Twente, aconteceu no centro da defesa, com a saída por lesão de Garay e a entrada do brasileiro Jardel.

Com a bola a estar maioritariamente no centro do terreno, a primeira oportunidade acabou por pertencer ao Nacional. Mateus (6’) apareceu solto na direita e rematou rasteiro para intervenção atenta de Artur com os pés. Com o evoluir do cronómetro, o protagonista começou a ser o nevoeiro, que teimou em “estragar” o espectáculo, levando inclusivamente o árbitro Artur Soares Dias a interromper a partida.

Quando o esférico voltou a rolar na Choupana, o Benfica marcou. Com 21 minutos decorridos, Nico Gaitán recebeu no flanco direito e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Cardozo, que depois de se antecipar ao marcador directo, rematou como mandam as regras, de cima para baixo. Estava inaugurado o marcador.

A formação insular não apresentava grande resposta e, quando o fazia, a defesa “encarnada” estava atenta, como foi o caso de Jardel (24’), que tirou “o pão da boca” a Rondón na pequena área. A visibilidade também não era a melhor e o encontro voltou a ser interrompido.

O último lance de perigo do primeiro tempo voltou a pertencer à equipa de Jorge Jesus, com Cardozo a aplicar um grande pontapé e a obrigar Elisson a defesa apertada. Ao intervalo, o maior desejo era que o nevoeiro desistisse de marcar presença.

Felizmente, a etapa complementar iniciou-se com céu limpo e o encontro não voltou a ser interrompido. O Nacional entrou mais pressionante por estar em desvantagem, mas nunca levou real perigo às redes de Artur. Os “encarnados” foram tomando conta da posse de bola e controlo do jogo foi aumentando. Aos 61 minutos, João Aurélio foi bem expulso com um duplo cartão amarelo, depois de empurrar Bruno César pelas costas. Volvidos dois minutos, Gaitán apostou na jogada individual, e rematou muito perto do poste madeirense.

Aos 66 minutos, o juiz Artur Soares Dias perdoou uma expulsão claríssima a Filipe Lopes, que agrediu Axel Witsel com uma cotovelada grotesca. Na sequência da falta, Aimar quase marcou de livre. Só dava Benfica e a vinte minutos do fim, Luisão voltou a levar muito perigo com uma cabeçada poderosa, para defesa de Elisson.

As jogadas de ataque eram muitas e bonitas e adivinhava-se o segundo tento. Quando já passavam três minutos dos 90, Bruno César “partiu a loiça”. O brasileiro correu cerca de 70 metros e depois de ultrapassar o último elemento do Nacional, finalizou com categoria e selou os três pontos.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Artur, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García, Nico Gaitán (Ruben Amorim 90’), Nolito (Bruno César 45’), Witsel, Aimar (Enzo Peréz 78’) e Cardozo.

Texto: Frederico da Costa Branco 

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