29 junho 2010

Di Maria no Real Madrid por 25M€ + 5M€ + 6M€


Benfica confirma transferência de Di María

O Benfica informou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o passe do internacional argentino Angel Di María foi vendido ao Real Madrid. A transferência é de 25 milhões de euros, mas poderá chegar aos 36 milhões de euros se certos pressupostos forem atingidos.

Comunicado:

«A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários, vem informar que chegou a acordo com o Real Madrid C.F. para a alienação a título definitivo dos direitos económicos e desportivos do atleta Angel Di Maria pelo montante de 25.000.000 de euros, estando igualmente previstos 5.000.000 de euros indexados à utilização do jogador e 6.000.000 de euros relativos a prémios de performance desportiva.»

27 junho 2010

Crónica Semanal do Ricardo Araújo Pereira

In ABola

Aqui há fantasmas


Há quem seja fanático quanto à política, quanto à religião, quanto à nacionalidade. Pessoalmente, prefiro guardar o facciosismo para aquilo que verdadeiramente interessa: o Benfica. Os temas menores despertam em mim emoções apropriadas à sua dimensão. Talvez por isso tenha, sobre a Selecção Nacional, um olhar mais distanciado e neutro do que aqueles hooligans aos quais alguns chamam jornalistas.
Durante o Campeonato do Mundo, deixo o fanatismo suspenso. Os jornalistas desportivos fazem o contrário. Passam quatro anos a praticar aquilo que eles tomam por isenção. Em foras-de-jogo escandalosos, talvez o árbitro mereça o benefício da dúvida. Perante o maior penalty do mundo, ficam com algumas dúvidas mas respeitam a decisão. Assim que começa o Mundial, entregam a carteira de jornalista e mandam a imparcialidade às malvas. O código deontológico deixa de valer quando a Selecção joga. Por exemplo, quando Tiago caiu na área do Brasil, percebi logo que não tinha havido falta. Os jornalistas que faziam o relato na televisão começaram a gritar penalty ainda a bola não tinha passado do meio campo.

 Foram necessárias duas repetições para reconhecerem, muito relutantemente, que ninguém tinha tocado no jogador português. Quando Juan jogou a bola com a mão, os comentadores do jogo começaram a preencher um requerimento à FIFA com vista à irradiação do defesa brasileiro, e depois lamentaram que o árbitro tivesse aplicado as regras, mostrando apenas um amarelo. O único brasileiro a quem os nossos jornalistas não arreganharam o dente foi mesmo o Pepe. Curiosamente, também foi o único brasileiro que merecia, de facto, ter sido expulso. Nas entrevistas rápidas e conferências de imprensa, o modelo das perguntas é sempre o mesmo: trata-se de elogios com um ponto de interrogação no fim. Fulano de Tal, não é um enorme orgulho acabar a fase de grupos sem qualquer golo sofrido? Ninguém se lembra de perguntar, ainda que de passagem: Fulano de Tal, não é um bocadinho preocupante acabar a fase de grupos tendo conseguido marcar golos apenas à Coreia do Norte?

Entretanto, os meus compatriotas continuam divididos: scolaristas de um lado e queirozistas do outro. Pela minha parte nunca achei que Scolari e Queiroz fossem treinadores que merecessem clube de fãs. É verdade que Scolari é o treinador mais bem sucedido de sempre da Selecção Nacional, mas talvez isso diga mais dos seleccionadores que temos tido do que dele. Quanto a Queiroz, parece assombrado pelo fantasma de Scolari. E, por isso, aparentemente resolveu emular o treinador que mais retumbantemente venceu Scolari: Otto Rehhagel. O ex-seleccionador da Grécia teria apreciado a equipa portuguesa que ontem empatou com o Brasil. Estavam em campo dois laterais esquerdos, quatro centrais, dois médicos, um extremo e um Danny – cuja posição confesso que ainda não percebi exactamente qual é. A selecção portuguesa está, portanto, assombrada por dois fantasmas: o de Scolari e o de Rehhagel. Se algum médium conseguir convocar o fantasma de Mourinho, talvez Portugal seja campeão.

Há um limite para além do qual a rivalidade clubística deixa de fazer sentido. Uma coisa são saudáveis picardias, outra não altercações azedas. A BOLA tem colunistas do Benfica, do Sporting e do Porto, e tanto benfiquistas como sportinguistas devem reconhecer, sem sectarismo, que se encontram em desvantagem. O Porto é o único que tem, entre os seus representantes neste jornal, um homem que, além de colunista, é escritor – e dos bons. Um abraço para o Francisco José Viegas.

25 junho 2010

O nosso Nº1 ( ROBERTO)

In SLBenfica

Assinou por 5 épocas desportivas

O Sport Lisboa e Benfica alcançou um acordo total com o Atlético de Madrid para a transferência de Roberto Jimenez. A transferência do guarda-redes espanhol consuma-se por 8,5 milhões de euros.

O jovem guardião, de 24 anos, rubricou contrato com a equipa campeã nacional válido para as próximas cinco temporadas desportivas, ficando estabelecida a cláusula de rescisão nos 20 milhões de euros.



Comunicado para a CMVM

19 junho 2010

Crónica Semanal do Ricardo Araújo Pereira

In ABola


Cada um tem o Camões que merece


Já faz mais de uma semana que a Selecção portuguesa, baptizada por Carlos Queiroz com o nome de Navegadores, se encontra na África do Sul. Surpreendentemente, ainda nenhum poeta se ofereceu para narrar em verso a epopeia destes navegadores, cujo cognome evoca outros que, mais ou menos no mesmo sítio, viveram aventura igualmente emocionante - mas tiveram a sorte de arranjar bardo que os cantasse. Soubesse eu fazer decassílabos e, com boa vontade, tomaria nas mãos a tarefa de transformar em poema épico os heróicos feitos da equipa nacional nesta passagem, cerca de 500 anos depois, de novos navegadores pelo Cabo da Boa Esperança.

Creio que o trabalho não seria demasiado difícil. Em lugar do clássico início «As armas e os barões assinalados», talvez se justificasse uma referência a episódios um pouco mais actuais: «As armas que os jornalistas assaltados / na meridional praia africana», etc. Neste campeonato do mundo tão rico em tácticas defensivas e empates, é refrescante encontrar alguém que esteja realmente interessado em atacar, e até agora os bandidos têm sido dos poucos a atacar com arreganho e consistência. Nem que seja só por isso, merecem a simpática menção.


A segunda estrofe começaria, provavelmente, com a tradicional evocação à musa. Excepcionalmente, o poeta não pediria ajuda para si. Camões pediu à musa dele que o ajudasse a escrever; o vate dos novos navegadores pediria à musa que ensinasse a equipa a jogar. É uma questão de prioridades e, de facto, os jogadores precisam mais de ajuda do que o bardo.


À medida a que o canto avança, o melhor seria comparar os actuais navegadores com aqueles que lhes deram o nome. Os navegadores do século XVI e os do século XXI postos frente a frente, para ver quais são os mais valentes. «Escorbuto e fome nas caravelas / São nada a comparar com as vuvuzelas». Com todo o respeito para com o escorbuto, duvido que seja mais incomodativo que um estádio cheio daquelas cruéis cornetas.


O homólogo de Vasco da Gama na epopeia de hoje seria, creio, Carlos Queiroz, pelo que o poeta lhe daria especial atenção. «Da táctica não sabe o bê-á-bá / Mas queixa-se da tala do Drogba» poderia ser o princípio de uma visita à personalidade do nosso herói. Quem sabe se Manuel Alegre, que em tempos dedicou um poema a Figo, não poderá cantar agora o Queiroz em lugar do Gama?

Mesmo sabendo que quase só se fala de Selecção, sinto-me obrigado a referir outro assunto: o Sporting. Um cronista não pode falar apenas dos grandes temas, e além disso desta vez vem mesmo a propósito. O Sporting acaba de apresentar três reforços, dois dos quais são o Maniche. Ainda estive tentado a contar os duplos queixos do novo jogador do Sporting, mas não tinha a máquina de calcular à mão e desisti. Se, prosseguindo esta política de contratar estrelas do passado, o Sporting contratar Rochembach, ninguém passará pelo meio campo do Sporting. Não pela eficácia das marcações, mas porque não haverá mesmo espaço para passar.

Paintball: Marca Benfica integra restrita elite europeia

In Record

ENCARNADOS SÃO BICAMPEÕES NACIONAIS E PARTICIPAM NA CHAMPIONS LEAGUE


O Benfica não tem apenas futebol, basquetebol, andebol, hóquei em patins, voleibol ou futsal, só para citar as modalidades mais importantes que se praticam na Luz. Tem muitas outras, algumas das quais ainda com pouca expressão no nosso país e do conhecimento também de muito poucos. Uma delas é o paintball, que chegou ao clube há cerca de dois anos, sendo o Benfica bicampeão nacional. No Campeonato Nacional deste ano, os encarnados ocupam, para já, o 2.º lugar, ao fim de três provas.
Além dos compromissos internos, as águias participam também naquela que é considerada a competição mais importante na Europa, o Champions Paintball League, que engloba as 16 melhores equipas do Velho Continente. Neste momento e após duas jornadas disputadas, ocupa uma posição a meio da tabela.

Dois profissionais
A secção de paintball do Benfica está dividida em três equipas, sendo a principal composta por 10 atletas, com idades compreendidas entre os 16 e 35 anos. Existe ainda uma equipa B, que participa no escalão Silver do Campeonato Nacional e uma formação de iniciados, que surgiu já este ano. O projeto Benfica Kids contempla jovens dos 12 aos 18 anos.
Dentro do plantel principal, aquele que participa no escalão Gold do Campeonato Nacional e na Champions League, existem dois jogadores com contratos profissionais com a DYE: Hugo Domingues, capitão da equipa encarnada, e o jovem Miguel Franco, reunindo este último todas as condições para ser um dos melhores jogadores de paintball do Mundo, estando a ser cobiçado por algumas das melhores equipas internacionais.

Personalizados
Uma das imagens de marca do paintball do Benfica são os equipamentos personalizados. Os encarnados são patrocinados pela DYE (Dave Youngbloob Enterprises), a mais conceituada empresa ligada ao fabrico das indumentárias da modalidade, com sede nos Estados Unidos. "Para termos equipamentos personalizados como estes, temos de ser uma das melhores formações do Mundo", frisou a jovem promessa do paintball encarnado Miguel Franco.

18 junho 2010

Aqui á Gato _ Miguel Góis

In Record


O elogio da vuvuzela 

Uma injustiça ganha terreno. Até hoje, parece-me que ainda ninguém terá sublinhado convenientemente os méritos da vuvuzela. Por exemplo, mantenho que a carismática corneta foi a única coisa que me impediu de adormecer durante o Portugal-Costa do Marfim (sobretudo na parte final do encontro, quando a Selecção portuguesa já estava descaracterizada, pelo facto de só ter um brasileiro em campo). E até a exibição da nossa Selecção ajuda a relativizar um pouco as coisas. O que fará pior: a vuvuzela ao sistema auditivo, ou o futebol de Portugal `visão humana? É certo quem um estudo recente concluiu que a exposição à vuvuzela durante apenas duas horas pode ter consequências permanentes.

Mas também conheço algumas pessoas que, depois de verem hora e meia de uma equipa orientada por Carlos Queiroz, passaram a gostar mais de críquete. Dito isto, não me incomoda que se tire o som durante as partidas de futebol. O que me choca é que não se faça o mesmo nas conferências de imprensa de Carlos Queiroz.

Nesta última, o treinador da Selecção que ocupa o 3.º lugar do ranking da FIFA queixou-se de que a Selecção que se encontra no 27.º lugar “não assumiu o jogo, apostando numa atitude de espera para depois lançar o contra-ataque”, os malandros. Ou seja, Carlos Queiroz descobriu na terça-feira à tarde de que a Costa do Marfim tem um treinador escandinavo. Provavelmente teria sido boa ideia a Federação Portuguesa contratar o Toni para analisar a forma como jogam as equipas treinadas pelo seu amigo Eriksson. 

De seguida, o seleccionador acrescentou que Portugal “jogou de forma inteligente para não envolver muitos jogadores em termos de risco de ataque, para ter o contra-ataque controlado”. Por outras palavras, não assumiu o jogo, apostando numa atitude de espera para depois lançar o contra-ataque. O que significa que Queiroz teve o sangue-frio para, em cima do momento plagiar a estratégia de Eriksson. Com uma diferença significativa, é certo: a estratégia só é “inteligente” quando é Portugal que a utiliza. E conclui com uma dúvida existencial: “Veremos se a Coreia de Norte também surge em campo com esta atitude defensiva”. Não creio. Caso acontecesse, seria uma grave traição ao famoso “futebol total norte-coreano”. Depois, vieram as declarações bombásticas de Deco. Ainda faltam dez dias para o Portugal-Brasil, e os brasileiros já começaram com os mind games.

Por fim, não queria desperdiçar a oportunidade de também eu aderir a uma moda que se tem institucionalizado, nos momentos subsequentes a se ter criticado Carlos Queiroz – eu não critiquei Carlos Queiroz. Pronto, já está.

17 junho 2010

Crónica Semanal de Leonor Pinhão

In ABola


A tala que nos entala
 
O resultado de anteontem não foi nada mau. Em primeiro lugar porque foi muito melhor do que a exibição, como Jorge Jesus referiu. A exibição também não foi assim tão má quanto pintam os críticos da nossa Selecção.
Pode-se dizer que foi uma exibição eminentemente pálida na primeira parte e levemente descorada na segunda parte, sendo que nos minutos finais o panorama se apresentou em ameaçadores tons sombrios, tal foi a avalanche de ataques costa-marfinenses. Mas o jogo também estava quase a acabar e Drogba, graças ao peso da tala de gesso que carregava no braço direito, desequilibrou-se no momento do remate que podia ser fatal e atirou com a bola para trás em vez de a atirar para a frente.
Empatar com a Costa do Marfim, que é uma boa selecção, nunca pode ser um mau resultado. A não ser que seja no primeiro jogo da fase de grupos de um Campeonato do Mundo, em que uma vitória, seja contra o adversário que for, é o bálsamo para a campanha que se segue.
Do ponto de vista táctico, o confronto entre os dois treinadores teve aspectos curiosos. Eriksson sentou Drogba na primeira hora de jogo, para atrair os portugueses para facilidades inexistentes, e Queiroz sentou Simão Sabrosa nos primeiros 50 minutos, para atrair a substituição sempre mais fácil de fazer que é tirar Danny, que é meio venezuelano e ainda por cima joga longe, lá na Rússia, pelo que a sua saída nunca causa protestos.

Já Hugo Almeida esteve sempre sentado no banco. Ao contrário de Liedson que só se sentou duas vezes na relva em despiques com defesas contrários. Tirando isso, o Levezinho conseguiu rematar uma bola de cabeça num lance quase perigoso, aliás foi o único lance quase perigoso do ataque português em toda a segunda parte.
Se jogar muitas vezes, Liedson vai acabar por marcar alguns golos, como se viu no último campeonato português que teve 30 jornadas. O problema é que este campeonato só tem três jornadas garantidas, o resto virá por acréscimo e só para quem merecer.

A derrota da Espanha aos pés do suíço Gelson Fernandes, primo de Manuel Fernandes, se significar que a Espanha não vai ganhar o seu grupo, obriga a grandes contas no nosso grupo porque, francamente, ninguém o vai querer ganhar… e como o nosso último jogo é com o Brasil… Esta é uma boa notícia para Portugal.

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