06 março 2011

Aqui á Gato _ Miguel Góis

 
E vão 18!

1. “Se o critério disciplinar tivesse sido igual, o jogo não teria este desfecho. Há tantas situações… contra-ataques parados que não são punidos, faltas a meio campo que não são marcadas e geram cantos”, disse José Couceiro, depois de perder por 2-1 na Luz. Se houvesse justiça, criava-se um regulamento na Liga de Clubes que interrompia imediatamente as flash-interviews dos treinadores, no preciso momento em que eles utilizassem os vocábulos “faltas a meio campo”, com o objetivo de defender a imagem da modalidade. Fica a ideia.

2. “É evidente que o Benfica está num momento muito bom e tem individualidades que a qualquer altura podem fazer a diferença”, disse Manuel Machado, depois de perder (também em termos táticos) 4-2 na Luz. Mas o técnico do Guimarães tem esta capacidade de fazer afirmações insustentáveis, como por exemplo quando rotulou Jesus de “mestre da tática”. Ainda hoje não percebo a ironia.

3. “Foi permitido muita coisa. Cortaram-nos algumas transições, marcaram faltas que não existiam e não assinalaram outras que deviam ser marcadas”, disse Pedro Martins, depois de perder 2-1 na Luz. Outro a queixar-se de faltas a meio campo, portanto. Se se juntasse a Couceiro, talvez fosse possível fazer uma exposição à FIFA.

4. “Não fomos inferiores em nada ao Benfica. Fomos até, em várias partes do jogo, superiores”, disse Cabral, depois de perder 2-0 em Alvalade. E acrescentou: “Contra onze, provavelmente teríamos mais espaços para jogar”. O que vem demonstrar que, quando as circunstâncias o exigem, o Sporting também é capaz de justificar as suas derrotas com o facto de ter sido beneficiado pela arbitragem. É um Plano B, no capítulo das lamúrias.

5. “O Benfica é uma equipa muito forte e controlou muito bem o jogo. Ainda tivemos algumas oportunidades, mas eles foram superiores. Viu-se que o Benfica é uma equipa de topo europeu”, disse Bruno Labbadia, treinador do Estugarda, depois de perder 2-0 na Alemanha. Cá está. Não é assim tão difícil, pois não?

In Record

04 março 2011

De Águia ao peito _ Luís Seara Cardoso





O regalo Benfica

Houve ou não houve justiça naquele golo de Fábio Coentrão, a quatro segundos do termo da partida? Foi a 17.ª vitória consecutiva de um Benfica pujante, completamente ao nível do que melhor exibiu na temporada passada.

Oque pode ganhar a equipa de Jorge Jesus? Tem a Taça de Portugal e a Taça da Liga no horizonte, duas provas que podem corresponder a outros tantos troféus. E na Liga Europa? Aquele Benfica autoritário, determinado, convincente, que se exibiu em Estugarda, pode ou não bater-se pelo triunfo na competição? A resposta é afirmativa. Existem adversários de elevada cotação? Existem adversários que provocam receio? E o que dirão esses mesmos adversários da perspetiva de se cruzarem com o Benfica? Não ficarão também receosos, sobretudo perante a sensacional trajetória dos campeões nacionais no último trimestre?

Eo Campeonato? O FC Porto não cede terreno, mas ainda tem jogos complicados para disputar e vai mesmo à Luz. As contas estão encerradas? É caso para dizer que, se estão, tal acontece desde a quarta jornada. E o que se passou na fase madrugadora da nossa Liga? Importa lembrar os jogos com a Académica, o Nacional e o Vitória de Guimarães. Não havia, na altura, este Benfica? Mas também não houve imoralidade que chegasse, ao ponto de inquinar, porventura de forma irreversível, a verdade competitiva.

Aconteça o que acontecer, este Benfica é um regalo para a vista. Joga bem, joga bonito. Joga o que os outros não jogam, isto é, joga mais, joga melhor.

In Record

Por força da lei _ Ricardo Costa




Dinheiro limpo

Em tempo de crise, a “janela de inverno” veio novamente revelar os clubes ingleses como os grandes animadores do mercado de transferências de jogadores. A migração de Fernando Torres do Liverpool para o Chelsea simbolizou a liderança inglesa: 58,5 milhões de euros, o 5.º valor mais elevado de sempre. E impressiona o dinheiro que, entre compras e vendas, a Premier League fez girar nas duas épocas de transferências de 2010-11: mais de 1.000 milhões de euros.

Aintervenção da principal liga portuguesa neste ranking é invulgar. Por aqui deslocaram-se, já ou no futuro, cerca de 260 milhões de euros. Assim, um 6.º lugar honroso, depois da líder Inglaterra e da Itália, Espanha, Alemanha e França; mas à frente, entre outros, de Rússia, Brasil, Turquia, Argentina, Ucrânia, Holanda e Bélgica. Se virmos bem, é esse 6.º lugar a que podemos aspirar no top 10 dos melhores campeonatos, ainda que com o “calcanhar de Aquiles” das fraquíssimas assistências médias.

Oponto mais relevante é, porém, o facto de ser Portugal quem lidera o saldo positivo entre vendas e compras: mais de 90 milhões de euros. Ora, um campeonato que vende perto de 180 milhões de euros numa só época não é um campeonato menor! É empírico mas parece ser indesmentível que esse valor se deve em grande medida à prospeção nos mercados sul-americanos de jovens jogadores com prognose de evolução. Mais do que por causa de formação interna, os clubes portugueses vendem bem à custa da deteção desses atletas, antes de serem descobertos e contratados pelos grandes do top 5. E esta é uma das discussões a ter com a dissecação destes números: vale mais um bom departamento de “scouting” do que o investimento nas camadas jovens?

Mais do que nunca, portanto, emerge a necessidade de transparência nas compras e vendas de jogadores. A intermediação dos agentes e a titularidade do passe por empresas e fundos nem sempre contribuíram para a limpidez. Mesmo quando se trata de clubes-sociedades desportivas cotadas em bolsa, a informação fornecida ao mercado financeiro é pouca e, até, imprecisa. Ou seja, é preciso informar mais e melhor. Sobre a forma e o tempo de pagamento dos valores acordados, sobre as comissões dos agentes, sobre as condições de pagamento dos montantes a vencer, sobre eventuais valores a pagar a terceiros, nomeadamente as compensações por formação, etc. Foi para isso que, em janeiro, entrou em cena o “sistema de correspondência de transferências” da FIFA – o novo registo online obrigatório para todas as transferências internacionais de jogadores profissionais. Onde se comprova que o dinheiro circula somente entre as contas bancárias dos clubes. E onde se determina que, sem que essas e outras informações “batam certo” entre os clubes, a transação não se concretiza e o certificado internacional do jogador – requisito para jogar no novo clube – não é expedido. E onde ainda se preveem sanções disciplinares para as federações e os clubes infratores.

A FIFA responde assim ao grande repto de todos estes milhões que gravitam no futebol: transparência! Já era tempo. Quem tem medo do futuro?


In Record

03 março 2011

Assim se cria uma equipa unida



Obrigado JJD

Email Aberto _ Domingos Amaral



Parabéns

From: Domingos Amaral
To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas
Uma das coisas divertidas do futebol é a forma como um adepto de um clube – no meu caso, o Benfica – se torna num fervoroso adepto do clube que está a jogar contra o nosso maior rival, neste caso o teu FC Porto. Chega a ser hilariante. Nos últimos tempos, torci fervorosamente por equipas pelas quais não sinto um pingo de emoção num dia normal. Roí as unhas pela Naval e pelo Nacional; saltei no sofá, querendo intensamente que o Braga marcasse primeiro; torci-me durante cinquenta minutos, rezando que o Olhanense mantivesse o empate a zero. O futebol tem destes absurdos: é uma suave loucura, uma doidice inevitável mas a maior parte das vezes inútil. E, este ano, tem sido sempre assim, inútil. Ao contrário do que possas pensar, eu não sou cego, e sei bem a qualidade do teu FC Porto. Mas, que posso eu fazer quando a emoção me tolda a razão? Torcer, como um desesperado, pelos que já jogaram contra ti e pelos que virão a jogar de seguida, como o Guimarães, o Leiria, a Académica, sei lá mais quem, qualquer um que te possa sacar pontos! É esse o mistério deste desporto. O Miguel Esteves Cardozo disse um dia que a vida era uma boa merda, pois por um lado era boa, por outro uma merda. Para mim, o futebol também é assim, uma boa merda. É bom à segunda é à quinta, quando ganha o Benfica; é merdoso ao sábado, quando tu ganhas. Tenta compreender: vinte e um jogos sem perder? É pá, isso devia ser proibido…

PS: Parabéns pá, e agora tenta lá igualar o Jimmy Hagan a ver se és capaz!

In Record

Aqui á Gato _ Miguel Góis



Jesus forever

No espaço de quatro dias, e com uma viagem pelo meio, a equipa do Benfica vulgarizou o Sporting e o Estugarda nos seus respetivos terrenos. Temo que assim se esteja a banalizar o futebol-espetáculo. Corre-se o risco de o espectador português esperar que em todas as partidas se pratique bom futebol. Pelo sim, pelo não, aconselho o visionamento de um ou dois jogos do FC Porto para se voltar à realidade.

Comecemos pelo dérbi, o primeiro desde há muitas épocas em que se sabia de antemão que Liedson não ia resolver (muito se falou sobre a tática de Jorge Jesus, mas a estratégia de José Eduardo Bettencourt também acabou por ter influência no resultado). No fim da partida, o Benfica venceu e a imprensa sentenciou: Gaitán foi o homem do jogo, Postiga o homem do fora-de-jogo. Em relação à estratégia de Jorge Jesus, o Benfica estudou dois sistemas táticos, semelhantes aos que tinha já utilizado no último jogo contra o FC Porto: um 4x4x2 que anulava as iniciativas da equipa adversária, e um 4x4x1 que anulava as iniciativas do árbitro da partida. Em termos estatísticos, com este resultado, Jorge Jesus igualou o recorde de 15 vitórias seguidas conquistado por Jimmy Hagan e Eriksson. Todavia, caso o clube de Alvalade tivesse ganho, Paulo Sérgio também teria batido o recorde de vitórias do Sporting, nesta época: ou seja, uma vitória seguida.

Em relação ao Estugarda-Benfica, foi uma partida que não espelhou convenientemente a realidade que os dois países vivem atualmente – na quinta à noite, quem precisava de um “bail out” eram os alemães (não nos custava nada, por exemplo, emprestar-lhes o Roderick e o Nuno Gomes). Seja como for, caso ultrapasse o PSG, restam ao clube da Luz ainda algumas equipas bastante acessíveis na Liga Europa, como é o caso de Rangers, Twente ou FC Porto. Pessoalmente, torço para que nos calhe o clube das Antas, uma vez que o Benfica teria direito a uma enorme regalia: árbitros estrangeiros. Mas, conhecendo a nossa sorte, ainda nos calhava o Olegário Benquerença.

In Record

02 março 2011

SLBenfica _Sporting meia-final Taça da Liga 10/11


Benfica vence (2-1) Sporting e segue para a final


O Benfica apurou-se para a final da Taça da Liga depois de vencer o Sporting por 2-1, na Luz. Os encarnados estiveram a perder após golo de Postiga, Cardozo igualou depois de falhar um penalty e Javi García apontou, nos descontos, o golo da vitória.

Grande derby na Luz, com os últimos disputados ao mais alto nível e com as duas equipas a tentarem evitar que a eliminatória se decidisse através da marcação das grandes penalidades. O Benfica acabou por garantir o triunfo nos descontos, somou a 18.ª vitória consecutiva e continua nas quatro frentes. O Sporting despede-se da Taça da Liga e resta-lhe lutar para segurar o terceiro lugar no campeonato. Estreia infeliz para José Couceiro no comando técnico da equipa de Alvalade.

Primeira parte emotiva mas com poucas ocasiões claras de golo. O Sporting adiantou-se no marcador numa altura em que estava por cima no jogo, anulando bem as iniciativas ofensivas do Benfica a partir do meio-campo. Hélder Postiga, de cabeça, colocou os leões em vantagem, respondendo da melhor forma a um livre de Matías Fernández. O avançado leonino ganhou aos defesas encarnados e antecipou-se a Roberto que saiu mal ao lance.

O Benfica podia ter chegado à igualdade mas Cardozo permitiu a defesa de Rui Patrício na transformação de uma grande penalidade assinalada por falta de Polga – entrou para o lugar de Carriço, lesionado, ainda na primeira parte - sobre Javi García. O avançado paraguaio redimiu-se no lance seguinte, ao cabecear para o empate na sequência de um canto marcado por Carlos Martins.

Com o golo, os encarnados cresceram mas acabaram por não voltar a incomodar Rui Patrício.

A segunda parte começou com duas boas oportunidades para ambas as partes: Cardozo e Postiga atiraram por cima. O paraguaio voltou a atirar ligeiramente por cima depois de interceptar uma bola de Rui Patrício, que calculou mal uma reposição de bola em campo.

Na resposta, André Santos testou os reflexos de Roberto e Yannick atirou à figura do guardião espanhol quando podia ter feito melhor. Depois de um cabeceamento perigoso de Torsiglieri, Cardozo atirou à barra e Fábio Coentrão também disparou para uma boa defesa de Rui Patrício.

Já perto do final, o Sporting voltou a desperdiçar mais uma oportunidade, desta feita por intermédio de Matías Fernández que atirou à figura de Roberto. Já em período de descontos, Javi García selou o triunfo do Benfica após assistência de Cardozo.

Amanhã, Nacional e Paços de Ferreira defrontam-se na Choupana para decidir quem vai defrontar o Benfica na final da prova.


In ABola  








Obrigado JJD

01 março 2011

Gala 107 anos.RAP recebe premio ganho pelos adeptos by JJD



O SLBenfica Homenagem a massa adepta , da minha parte o muito Obrigado.


Fomos bem representados na gala, nada melhor que o grande RAP.
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