abril 07, 2014

Benfica – Rio Ave, 4-0: Pé esquerdo foi de sorte até à Glória


26.ª jornada da Liga portuguesa

Fim de tarde de sol em Lisboa e uma moldura humana invejável foi o cenário que recebeu o líder da classificação para mais uma partida da Liga portuguesa. O Rio Ave foi o adversário, curiosamente o mesmo que jogou na Luz na última época em que o Benfica foi Campeão (2009/10) e saiu derrotado por 4-0, com todos os tentos a serem apontados com o pé esquerdo.

É sabido que na Luz, o Benfica apodera-se logo da bola, dos ritmos de jogo e impõe a sua lei. Diante do Rio Ave não foi excepção, até porque estamos a falar de uma equipa que sofre poucos golos fora de portas e alcança, inclusive, vários triunfos. Não permitir o efeito-surpresa era, portanto, fundamental. Dessa forma, o conjunto da casa incidiu no relvado uma pressão alta, a toda a largura do terreno e a jogar com elevada velocidade sobre a bola.

O futebol sufocante do Benfica resultou em golo aos 16 minutos depois de uma excelente jogada colectiva. Sílvio deixou para Gaitán que deixou um adversário para trás com uma simulação e assistiu Rodrigo que, frente a Ederson, atirou para o primeiro da partida. Mesmo na frente do marcador, os comandados por Jorge Jesus não tiraram o “pé do acelerador”, mantendo os últimos 30 metros de terreno ou mesmo a área vila-condense o habitat predilecto.

Não estranhou, portanto, ninguém quando chegou o 2-0. Rodrigo de novo na jogada, rematou, a bola embateu num defesa e ficou à mercê de Gaitán que, vindo de trás, disparou para o golo e cachecóis ao alto, outra vez, nas bancadas da Luz (28’).

Tal avalanche ofensiva deixava os vila-condenses sem norte e a desejarem o regresso aos balneários o mais rápido quanto possível. Não só não conseguiram parar o ataque benfiquista, como muito menos logravam lances de transição rápida até Oblak, que foi um mero espectador nos primeiros 45 minutos.

Ao intervalo, o vice-presidente, Rui Cunha, e o director do Caixa Futebol Campus, Armando Jorge Carneiro, entregaram as faixas de Campeões Distritais aos Benjamins B, que foram, muito justamente, aplaudidos pelo público presente. De regresso do intervalo, o Benfica manteve a intensidade e a qualidade futebolística, tentando várias vezes alvejar a baliza defendida por Ederson.


 

Mesmo que ténue, verdade seja dita que apareceu mais Rio Ave na etapa complementar, tendo como meta um golo que lhe desse uma injecção de esperança até ao empate. Tudo caiu por terra aos 75 minutos quando Braga derrubou Maxi Pereira na área após mais uma excelente jogada de envolvimento. Chamado a marcar, Cardozo não desperdiçou, voltando aos golos cinco meses depois do dérbi com o Sporting para a Taça de Portugal onde rubricou um “hat-trick” (76’). Matada a fome de golos, Cardozo bisou aos 90’+1 em nova grande penalidade, agora a castigar derrube sobre Enzo Perez.

Antes de receber o AZ Alkmaar, o Benfica rubricou uma exibição de “encher o olho” e passa a somar 67 pontos na classificação.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Oblak; Maxi Pereira, Garay, Luisão (Jardel, 83’) e Sílvio; André Almeida, Enzo Perez, Gaitán e Markovic; Lima (Cardozo, 65’) e Rodrigo (Djuricic, 78’).

Texto: Marco Rebelo
Fotos: isabel Cutileiro / SL Benfica


ATT: Condolências á família do adepto do SLBenfica que faleceu esta noite, após o golo do Rodrigo sofreu um enfarte e não resistiu.

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