janeiro 18, 2015

Marítimo – SL Benfica, 0-4


Marítimo – SL Benfica, 0-4: Goleada com “nota artística”
17.ª jornada da Liga portuguesa

No meio do Atlântico, a exibição da equipa de Futebol do Sport Lisboa e Benfica foi uma pérola para os olhos de quem pôde ver. Golos para todos os gostos, pressão alta, combinações maravilhosas. Enfim… “Nota artística” em todo o seu esplendor. Resultado? 0-4 para o líder da classificação.

Ponto prévio: Bancada sul inaugurada nesta partida, excelente moldura humana… Tudo reunido para um interessante jogo de Futebol.

O equilíbrio foi a nota nos minutos iniciais, com o Benfica a ter mais bola e estar mais perto de ser feliz, nomeadamente através do livre directo superiormente marcado por Jonas ao qual José Sá correspondeu com intervenção vistosa. Minutos antes já Gaitán se tinha queixado de dores. Foi substituído por Ola John.

Ironia do destino! O holandês fez um passe magistral aos 18 minutos para Salvio. O argentino teve uma recepção de bola exemplar e bateu José Sá. Inaugurado o “placard” no estádio do Barreiros.

Com o tento viu-se ainda mais Benfica e menos Marítimo. O cerco à área insular intensificava-se e a atenção da defensiva contrária era testada. Jonas, Lima, Salvio, Ola John ou Talisca abriam constantes brechas perto do último reduto do Marítimo. Porém, alguma cerimónia teimava em adiar o remate certeiro que levaria para o 0-2. Ao intervalo, o 0-1 até parecia curto face ao que se viu nos primeiros 45 minutos no relvado do estádio dos Barreiros.

Em antítese, na segunda metade, o Marítimo entrou melhor, subiu as linhas e encurtou os espaços para o Benfica explanar o seu Futebol. Todavia, foram as “águias” a facturar. José Sá mal num alívio após um atraso de bola, Talisca recebeu e conduziu até endossar a Ola John, que à saída do guardião “picou-lhe” para o 0-2 (53’).

A partir daqui, muita emoção nos Barreiros. À passagem do minuto 57, Jonas descobriu Salvio na meia direita, com o camisola 18 a rematar cruzado, batendo, inapelavelmente, José Sá. No minuto seguinte, Danilo, do “meio da rua”, disparou com intencionalidade e o esférico bateu na barra. Referência para o desvio de Júlio César com os dedos, fundamental que o conjunto da casa não reduzisse.

Se dúvidas houvessem, a “nota artística” chegou para trazer a goleada. Triangulação perfeita entre Jonas e Salvio, com o argentino a soltar para Lima na área, que atirou a contar (63’).

Daí até final, o Benfica controlou a partida a seu bel-prazer, fixando-se na posição cimeira da tabela classificativa com 46 pontos. Segue-se a Taça da Liga, com o Moreirense, na quarta-feira.

O SL Benfica alinhou de início com Júlio César; Maxi Pereira, Luisão, Jardel e Eliseu; Samaris, Gaitán (Ola John, 15’), Salvio e Talisca; Lima (Pizzi, 67’) e Jonas (Derley, 79’).

Marco Rebelo

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