outubro 30, 2010

Artigo de Opinião _ Sílvio Cervan




Crónica de um jogo à distância
Esta é a crónica de como se sofre mais com a distância e com a impossibilidade de se ver um jogo. Na longínqua Jordânia, entre os Nabateus e o monte Nébo, entre Jerash e o Rio Jordão, o meu Portimonense - Benfica foi salvo pelos SMS de amigos a bom ritmo. É pavoroso. Deixi-vos a crónica de um jogo à distância:

1-      «Começou, o Sporting ganhou quase no fim e nós estamos a dominar.»

2-      «Já perdemos duas oportunidades.»
3-      «Maxi e Martins com quatro amarelos, em risco para o Dragão.»
4-      «0-0 ao intervalo. Jogo mediano mas só existe Benfica.»
5-      «Goooloooo - Javi aos 49 minutos.»
6-      «20 minutos para o fim, isto nunca mais acaba.»
7-      «Kardec isolado, defesa e dpois Jara manda para a bancada. Podíamos ter matado o jogo.»
8-      «Acabou. Ganhámos. Eles nunca criaram perigo, mas há sempre um primo do Holegário.»

Leram uma amostra de como pessoas responsáveis e respeitáveis me deixam perto de um ataque de nervos durante duas horas. Custa muito mais quando se está longe, o resultado final dos 90 minutos foi Benfica, 1 - SMS, 38. Larga vitória festejada com um Bordeaux.
No dia seguinte mal refeito das emoções, fui informado que o sorteio da Taça nos ditara o Sporting de Braga. Pouca sorte? Espero que sim, para o Braga.
Hoje contra o Paços de Ferreira jogamos muito do interesse que pode ter a deslocação ao Dragão. Na terça contra o Lyon, redefinimos os objectivos europeus.
Um simpático pintor jordano ex-jogador da I divisão turca, hoje a trabalhar numa galeria de pintura, dizia-me que Rui Costa, contra o qual jogou, foi um dos três melhores jogadores do Mundo. Eu concordei. Adoro excessos. E comprei um quadro…

In ABola

Obrigado amigo Benfica 73 

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