dezembro 09, 2010

Crónica de João Malheiro



(Des)ordem

Até poderia ter olhado de viés para o recorte, não me fosse entregue pelo amigo António Simões. Esse mesmo, o mais jovem campeão europeu da história. Deu-me a ler a lista dos 100 desportistas para os 100 anos da República. Iniciativa? Da Confederação do Desporto de Portugal. Pretexto? A realização de uma gala, no caso a 15ª da conhecida instituição.
A iniciativa até que foi louvável, nada mesmo a obstar. Já o critério da escolha é surpreendente. Quem assume a responsabilidade? Claro que há nomes incontroversos, verdadeiras unanimidades nacionais. Que dizer de Eusébio, Joaquim Agostinho, Livramento, Carlos Lopes, Rosa Mota, outros mais que integram a casta dos nossos melhores desportistas de sempre?
E no futebol? Especificamente no futebol? Para além de Eusébio, também Peyroteo, Travassos, Coluna, Matateu, Fernando Gomes, Luís Figo, Vítor Baía, Rui Costa, Cristiano Ronaldo. Treinadores contemplados foram José Maria Pedroto, Artur Jorge e José Mourinho. Todos merecem a distinção? Claro que sim, jogadores e treinadores. Os mencionados foram ou são responsáveis por momentos inolvidáveis.

A questão tem a ver com os ausentes. Nem todos poderiam ser escolhidos? Ainda assim, percebeu-se, de forma demasiado flagrante, o propósito de equilibrar o… bem. Por onde? Pelas três grandes aldeias da bola lusa, Benfica, FC Porto e Sporting. O critério obedeceu, em primeira instância, a motivações de ordem clubista. Por essa razão, não foi justo. Pior, é reprovável.
Não sei se subscreveriam a indignação, mas apetece falar de Pinga, José Águas, Germano, José Augusto, Simões, Damas, Bento, Humberto Coelho, Chalana, Paulo Futre, Fernando Couto, João Vieira Pinto. Mais? Mais ainda, que a injustiça foi demasiado flagrante…

In Destak

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