abril 22, 2011

Tempo Útil _ João Gobern



Contas na mesa

A pouco mais de um mês de se jogar a final da Taça de Portugal, partida que fecha o calendário oficial das principais equipas nacionais, o quadro é distinto para os três “grandes” e para o seu mais recente acompanhante. A contar os dias para as férias está o Sporting, a quem faltam três jogos para começar a exorcizar uma época tão penosa que nem o terceiro lugar parece bem encaminhado. É fácil perceber que adeptos e dirigentes queiram pôr uma pedra sobre o assunto. Quanto aos jogadores, muitos abalarão em maio com um enorme ponto de interrogação sobre as respetivas cabeças – será que voltam?

O Braga enfrenta um mínimo de cinco jogos e um máximo de seis, dependendo da Liga Europa. Apetece dizer que, mesmo que falhe Dublin e não confirme o último lugar no pódio do campeonato, esta será uma temporada inesquecível para clube e apoiantes, tal a cavalgada europeia e tão forte acabou por ser a recuperação a nível interno. O Braga deu um enorme passo em frente para se fixar como o tal quarto “grande”, evitando candidaturas alternativas. O hábito de ganhar e de se transcender começa a estar cimentado. Resta saber quais os custos do recomeço, a confirmar-se a partida de Domingos Paciência.

Ao FC Porto esperam-no, se ambas as meias-finais em que está envolvido correrem mal, um mínimo de seis encontros e, caso contrário, um máximo de oito (três de campeonato, três de Liga Europa e dois de Taça de Portugal). Atrevo-me a dizer que o compromisso está cumprido com a conquista do título, ainda mais se os comandados de Villas-Boas mantiverem a invencibilidade no campeonato e se balancearem para uma diferença de pontos ainda mais assinalável. A Taça de Portugal pode ser um bónus que, sem remissão, atirará o Benfica para horas amargas. Quanto à Liga Europa, seria menos doloroso para os portistas perderem agora com o Villarreal do que chegarem à final e serem derrotados por um dos parceiros lusitanos. Mas e se ganharem, fazendo jus ao favoritismo que lhes dão os apostadores? Será, na íntegra, uma época à Mourinho…

Por fim, o Benfica afina quase pela bitola do FC Porto quanto ao número de jogos, sabendo que tem obrigatoriamente mais um: a final da Taça da Liga já no próximo sábado. A decisiva diferença está nisto: para brindarem esta época e manterem “cara alegre” na próxima, os homens de Jesus não têm margem de erro. Ultrapassar hoje o FC Porto é imperativo de orgulho e, de seguida, amealhar as Taças da Liga e de Portugal. Quanto à Europa, por mais que isso custe a alguns, está obrigado a deixar o Braga para trás. Na final, para não ressuscitar fantasmas, só tem uma saída: ganhar aos novos campeões ou, a perder, que seja com o Villarreal.

O tempo é o mesmo para todos. Os desafios é que mudam. Muito.

 In Record

2 comentários:

ad.eternum SLB disse...

http://adeternumslb1904.blogspot.com/2011/04/benfiquistasuni-vos.html

Saudações Benfiquistas

Juris disse...

Este anda a lambuzar muito..

E depois engasga..cum carago!.