maio 03, 2011

Aqui á Gato _ Miguel Góis



Lição de Mourinho

Quem ler a imprensa de ontem ficará convencido de que, em abril, o FC Porto foi a primeira equipa com dois portugueses no onze a conseguir a proeza de marcar cinco golos ao Villarreal. Em rigor, o Valencia de Ricardo Costa e Miguel fê-lo aqui há umas semanas, com a vantagem de não ter sofrido nenhum golo, e não terá sido por isso que foi considerada pela comunicação social espanhola uma das melhores equipas da Europa. Mas, enfim, compreendo que se esteja numa altura em que interessa esquecer como o FC Porto chegou à excelente forma que apresenta neste último terço da época, nomeadamente os casos de arbitragem nas primeiras jornadas do campeonato.

Não deixa de ser, por isso, irónico que alguns adeptos portistas se coloquem ao lado de José Mourinho na sua luta contra o poderio extrafutebolístico do Barcelona. É que o discurso do treinador do Real Madrid sobre a equipa catalã – é uma fantástica equipa de futebol e com um treinador muito competente, mas que também tem muito poder nos jogos de bastidores – serve que nem uma luva a clubes que o special one treinou no passado. Por razões que desconheço, só agora é que isso o parece incomodar.

Mas são declarações refrescantes, porque se baseiam num pensamento complexo que tantas vezes é descartado: uma equipa pode ser excelente, pode jogar melhor que o seu adversário e, ainda assim, ser decisivamente beneficiada pela arbitragem. (Que é como quem diz: mesmo tendo dominado o meio-campo do Benfica na segunda parte, sem o golo de Hulk em fora-de-jogo, o FC Porto não estaria na final da Taça de Portugal). Até porque é uma falácia partir do pressuposto de que as melhores equipas vencerão, mesmo que não haja interferências por parte da arbitragem. Não é, Otto Rehhagel?

  In Record

1 comentário:

Brust disse...

Salão de festas do Futebol Clube do Porto em Lisboa: Estádio da Luz (quando ela não falta)!
Dói assim tanto?!