maio 25, 2011

O Voo da Águia_ Marta Rebelo



Quem trama o Rui?


A época termina com o Benfica a ver os calcanhares mordidos pelo FCP: venceu as duas taças cujas meias-finais perdemos, e igualam-nos em troféus. Reação? Ação. Preparar a época 2011/12 sem mácula. E sem loucuras.

Sem que a direção tolere loucuras. Como a reportada amplamente esta semana, relativa a Jesus e Roberto: mas o que é que o treinador que ficou quer? Que Artur e Moreira olhem para o lado nos treinos e percebam que pior que o companheiro não fazem, porque no seu ADN não está inscrita a “frangalhice” que calhou em azar ao galego? Passámos uma temporada com um banco de miséria, está na hora de ter equipa em jogo e equipa sentada. E, para usar palavras do presidente Vieira, equipa “suficiente”.

Confesso que finalmente gostei de ter a razão comigo. Há cerca de duas semanas deixei aqui o meu plantel “suficiente” para a próxima temporada. E até agora vou acertando na mosca: Artur chegou ao Glorioso uma semana depois; Nolito está na Luz; as despedidas tornam-se evidentes; até a saída de Cardozo deixa de parecer (um desejo) impossível. Mas não chega. Faltam muitos reforços e nessa matéria as primeiras semanas de junho serão decisivas. Prognostiquei também, e antes do fim do jogo como manda “a regra”, o reforço da estrutura de futebol do Benfica. No entanto, se LFV e Jesus já não fazem noitadas a decidir o futuro da equipa sem conhecimento de Rui Costa, porque é que este continua a ser tramado? Quero acreditar que notícias como as que dão Octávio Machado no futebol benfiquista são, como as relativas a Couceiro, rumores e “diz-que-disse”. Mas não há fumo sem fogo… Esta é a altura certa para afastar o nevoeiro e não ficarmos na espera “sebastiânica” de maus momentos portistas. A técnica de união em torno de um só inimigo, que Pinto da Costa instituiu, Villas-Boas seguiu e Jesus tentou imitar, é coisa lá de cima. Aqui fazem-se equipas e procuram-se vitórias, rivais à parte. Venha a mudança.


In Record

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