maio 03, 2011

De Águia ao peito _ Luís Seara Cardoso


Abril, emoções mil


Depois de três meses quase imaculados e de grande qualidade, o Benfica passou por um Abril atribulado. O mês rendeu a Taça da Liga? Não se subestime a prova nem o adversário, trata-se de um troféu importante, desde logo com muito mais valor que a Supertaça. Só que Abril implicou também a imprevista eliminação da Taça de Portugal, em casa, frente ao FC Porto, depois de um triunfo inquestionável no Dragão.

Em boa verdade, duas derrotas quase consecutivas com a formação nortenha contribuíram para amarrotar o alicerce emocional benfiquista. No Campeonato, o destino estava traçado, também depois de tantas peripécias com claro prejuízo para o Benfica. Só que não era assim na Taça de Portugal, a ida ao Jamor estava, legitimamente, no pensamento de todos os adeptos da causa encarnada.

Temia-se que a equipa pudesse não responder da melhor forma ao desafio de uma meia-final europeia. O que se viu? Não foi o melhor Benfica, mas foi o Benfica bastante para assegurar um triunfo incontroverso na primeira mão. A vantagem tangencial implica preocupação? Implica, sobretudo, responsabilidade. O Benfica, em Braga, tem todas as condições para garantir, de forma competitivamente adulta, o apuramento para a final da Liga Europa.

E depois? Com o FC Porto como vai ser? Não há duas sem três ou à terceira é de vez. A turma portista vive um excelente momento, ainda assim o Benfica, de orgulho beliscado, pode superar-se. Um triunfo na Liga Europa, ademais garantido sobre o FC Porto, faria desta temporada uma das mais importantes no historial do clube. E o cenário até é de todo exequível, e eu acredito que a alma benfiquista se irá sobrepor a todas as dificuldades.


In Record

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