outubro 07, 2011

Futebol á Portuguesa _ José António Saraiva


Eternos números 2

O FC Porto conseguiu uma bela vitória em Coimbra. Mas não nos iludamos: já não é a mesma equipa da época passada. Na Rússia, o FC Porto arrogante e autoritário deu lugar a um rebanho de ovelhas que só por sorte não foi goleado.

Os adeptos portistas não estarão hoje, certamente, a dormir descansados.

Toda esta situação resulta de um erro de Pinto da Costa. Talvez convencido da sua infalibilidade, o presidente do FC Porto disse que nenhuma decisão fora para ele tão rápida e tão fácil como a substituição de André Villas-Boas por Vítor Pereira.

Ora, pode dizer-se hoje que foi fácil e rápida de mais. Qualquer aspirante a analista sabe que o número 2 de uma estrutura não deve suceder ao número 1. E isto não tem nada a ver com as suas qualidades, mas com a lógica das organizações. Numa equipa de futebol, os jogadores habituam-se a ver o treinador-adjunto como alguém que recebe ordens do treinador principal, que não decide mas apenas executa instruções do treinador principal, que não define a tática mas apenas segue as orientações do treinador principal, como alguém cuja autoridade é delegada pelo treinador principal. Por esta razão, o adjunto é pouco respeitado – e, mesmo quando chega a número 1, é sempre olhado como um subalterno.

Será assim que os jogadores veem Vítor Pereira. E será por isso que ele não tem mão na equipa. Ele até pode ser um bom treinador – mas está a ser prejudicado pela regra segundo a qual o número 2 nunca deve suceder ao número 1.

 In Record 

1 comentário:

Anónimo disse...

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