janeiro 05, 2011

O Voo da Águia_ Marta Rebelo


2011 em poupança

O Glorioso entrou no Ano Novo sintonizado com a crise, em poupança. Foram seis os habituais que ficaram de fora, num jogo em que fomos eficientes. Precisávamos de tanta poupança? Quem foi à Luz precisava de mais espetáculo e vários titulares de rodagem depois das Festas. Jesus avisou que entraria com uma equipa “mista”, campeões e suplentes. Entre o bom e o muito mau. Mas em noite de derrota do FCP, o ego do campeão deveria ter sido afagado. Nuno Gomes, por que não estavas tu no banco?

Não foi um bom jogo, foi um bom resultado. Aos 40’ Saviola ensaiou a jogada da noite, em entendimento com Carlos Martins, que segurou a bola enquanto El Conejito avançou ao centro e procurou a direita, mas Salvio não chegou lá. O n.º 8 foi, no entanto, o homem do jogo. Para além do primeiro belo golo do ano fez vários arranques de raiva, cruzando o terreno em toda a sua largura, não tendo resposta da esquerda. Pudera! Gaitán passou a primeira metade a fazer toda a ala, tentando compensar o inexistente Fábio Faria, em tão paupérrima condição física que não deixava ver outras virtudes... ou defeitos. Tão mau, tão mau que JJ acedeu a fazer uma substituição ao intervalo e fez entrar Peixoto. Perante aquela tragédia à esquerda, Peixoto ao menos corre e manobra o esférico. Faria não. E percebemos todos que caso Fábio Coentrão abandonasse o Glorioso, tínhamos ali um problema muito maior do que a substituição de Di María ou Ramires. Fica sinalizado.

Ao nível de Faria, só mesmo Kardec. Apostado em imitar Cardozo em (quase) tudo, fez-se invisível como o Tacuara foi no último desafio de 2010. Aos 62’ tropeçou em si próprio e perdeu uma bola frontal, daquelas que até o paraguaio teria dificuldade em falhar. Bem substituído, só pecou por ser tarde. Ignorando Nuno Gomes, Jesus quer fazer de Jara um ponta-de-lança. Tenho as minhas dúvidas, mas em nome dos últimos dois jogos de Salvio dou o benefício da dúvida. Que Jesus erre parcas vezes em 2011, que começou com foras-de-jogo e um penálti do Marítimo ignorado...

In Record

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