setembro 29, 2011

De Águia ao peito _ Nuno Melo


Empate no Dragão

Como seria normal, para quem goste de futebol, nos últimos dias discutiram-se as incidências desportivas do grande clássico de sexta-feira passada. Argumentou-se à volta dos golos, das boas defesas, das jogadas, da táctica, das substituições, e de um ou outro jogador que se destacou no Futebol Clube do Porto e no Benfica. Pessoalmente, impressionou-me o magnífico golo do Gaitán, cada vez mais em forma, e muito eficaz.

Mas escusado, francamente, pareceu-me a pseudo polémica à volta do Cardozo, da agressão imaginada, e do amarelo decidido pela arbitragem, sob pretexto de que consumada uma expulsão, um dos golos do Benfica não aconteceria, e o resultado seria outro. Em primeiro lugar, porque uma expulsão do Cardozo teria sido um escândalo. Depois porque essa mesma decisão não teria permitido o que acabou por acontecer. Um jogo bem disputado, duas equipas esforçadas e empenhadas, e um resultado que no essencial foi justo.

De resto, fácil seria encontrar argumentos equivalentes em favor das hostes benfiquistas. Por exemplo: no mesmo jogo aconteceu ou não uma tentativa de agressão do Hulk ao Maxi Pereira, com encosto de cabeça à mistura? E que teria sucedido se o Hulk tivesse sido expulso? Fico-me por isso pelo que, tudo ponderado, me parece mais relevante:

– Há muitos anos que não víamos o Porto contestar decisões da arbitragem;

– Há muito tempo que não se percebia de forma tão nítida, perante um adversário assim temível, e no Dragão, o Benfica recuperar por duas vezes da desvantagem no marcador.

E quem sabe não teremos nisso um bom prenúncio para o que sucederá no final do campeonato. O Benfica campeão!

In Record

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