setembro 13, 2011

O Voo da Águia_ Marta Rebelo


Morno

Num jogo morno que terminou num clássico sofrimento, o Benfica arrecadou três preciosos pontos frente ao Vitória de Guimarães. Como eu dizia há um par de semanas, deixar Aimar no banco é pecado. E uma parte do sofrimento final deveu-se precisamente à falta do poupado génio argentino.

Foi um jogo morno. A primeira parte foi lenta, sem oportunidades de golo, com Saviola a não conseguir imprimir a dinâmica a que Pablito nos vem habituando. Entrámos melhor na segunda metade, com três oportunidades em 15 minutos que podiam ter “matado” o jogo. Mas como não atirámos nós, atirou-se a nós o Guimarães e marcou. E seguiu-se um fim de jogo difícil, a segurar o resultado. Jesus via-se envolvido num dilema: Nélson Oliveira, Rodrigo e Matic estiveram a aquecer durante mais de 30 minutos. Era entre atacar ou segurar os 2-1. Jesus acabou por optar pela segurança, mas executou a estratégia muito tarde, fazendo entrar Matic aos 86 minutos.

Na verdade, foi um jogo sem história ou nota artística. Estávamos a pensar no Manchester, uma empreitada que deve ocupar-nos a mente. Na próxima quarta-feira, numa catedral que deve estar repleta e em vermelho vivo, temos oportunidade de faturar e fazer bonito. E é disso que o meu povo gosta, Jesus. Já dizia o malogrado Jorge Perestrello.

Última nota deste início de semana: não é segredo para ninguém que aprecio as qualidades e competências do treinador Rui Vitória. Com a difícil tarefa de resgatar um Guimarães sob o efeito de um início de época desastroso e da consequente chicotada psicológica, veio à Luz perder – e ainda bem – mas fazer sofrer. A melhor das sortes para Rui Vitória, que um dia destes ainda volta ao Glorioso.

 In Record

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